Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
No mesmo dia em que a bolsa de valores bateu o recorde de 150 mil pontos, a Petrobras (PETR4) também teve um pregão positivo. A estatal chegou a negociar suas ações com alta de 2% no dia, acima de R$ 30 por papel.
Alguns motivos se relacionam com essa alta da companhia, a começar pelo anúncio de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) de 1,1 mil funcionários. Muitos analistas acreditam que a dispensa de pessoal vai contribuir para a redução de custos da empresa no âmbito do Plano Estratégico do próximo quinquênio.
A alta também acontece na esteira da expectativa dos investidores pelo balanço da companhia, que será divulgado nesta quinta (6). A aposta é que o lucro líquido caia cerca de 7% em relação ao trimestre anterior, mas que o Ebitda acelere 11,7%, para US$ 11,4 bilhões.
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A reação ainda se justifica pela espera de um anúncio de dividendos ordinários que superem os US$ 2 bilhões. Bancos e corretoras entendem que, considerando o recorde de produção registrado, a companhia tem espaço para remunerar seus acionistas.
“Isso aumenta a probabilidade de uma revisão otimista na projeção de produção para 2026 (2,4 milhões de barris de petróleo por dia) no novo Plano Estratégico. Se isso ocorrer, poderemos ver um aumento em nossas estimativas e um potencial aumento nos dividendos ordinários da Petrobras, uma vez que nosso modelo considera a faixa superior da projeção para 2026”, diz relatório do Citi.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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