Petrobras (PETR4) terá de pagar R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
Não foram só os investidores que se decepcionaram com o fato relevante da Petrobras (PETR4), divulgado na noite da quinta-feira (7).
🏦 Alguns bancos e corretoras de investimentos se manifestaram sobre o não-pagamento de dividendos extraordinários, cortando a recomendação de compra para ações da petroleira.
O Santander rebaixou a recomendação de compra para neutro e disse que acredita que a falta do pagamento representa sinais confusos em relação à estratégia da companhia. O banco ainda destacou que existe a expectativa de que a Petrobras gere um fluxo suficiente para financiar investimentos, o que não afetaria o pagamento de dividendos recordes.
"Esperamos que a Petrobras gere um fluxo de caixa operacional de cerca de US$ 40 bilhões em 2024, o que é mais que suficiente para financiar investimentos”, disseram os analistas do banco.
Já o Bradesco BBI, afirmou que não é o momento certo de reter os dividendos para um potencial pagamento futuro. Os especialistas pontuaram que a decisão traz incerteza à política, para que antes era muito claro.
“Como resultado, não vemos mais o rendimento de dividendos da Petrobras como atraente em comparação com seus pares globais”, escreveram. “Do ponto de vista dos investidores dos mercados emergentes, acreditamos que os fluxos poderão afastar-se da Petrobras para as empresas petrolíferas chinesas”, continuaram.
💸 De forma geral, o mercado financeiro aguardava ansiosamente pela divulgação do balanço do quarto trimestre de 2023 da Petrobras. O documento seguiria, também, com o anúncio do pagamento de dividendos extraordinários, o que não se concretizou.
Enquanto os investidores esperavam uma divisão de algo em torno de R$ 90 bilhões do acumulado do ano, a empresa decidiu repassar apenas R$ 72,4 bilhões. Esse montante representa R$ 1,09 por ação ordinária, sendo pagos em duas parcelas, em maio e em junho.
A reação dos investidores foi rápida e, na manhã desta sexta-feira (8), o ticker PETR4 operava com queda de 10%, em R$ 36. A petroleira liderava, portanto, as maiores baixas do dia, puxando também o Ibovespa (IBOV) que operava em -1,5%.
📈 Embora tenha auferido o segundo maior lucro líquido da história para doze meses, a Petrobras reportou uma queda de 33,8% na etapa de 2023. A empresa registrou R$ 124,6 milhões no ano passado ante R$ 188,3 mi de 2022.
Na comparação trimestral, houve uma baixa de 28,4%, para R$ 31 bilhões entre o 4T22 e 4T23. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia ficou em R$ 66,9 bi, um recuo de 8,5%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
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