Petrobras (PETR4): Produção sobe, mas dividendos podem cair no 4T25
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
Os investidores da Petrobras (PETR4) acordaram nesta quinta-feira (12) com uma boa notícia. A estatal atualizou o valor do JCP (Juros sobre Capital Próprio) que será pago nas próximas semanas.
De acordo com comunicado publicado no site da companhia, o preço sobe de R$ 0,471 para R$ 0,480 por ação ordinária. A empresa destaca, porém, que vai haver incidência de impostos sobre a remuneração.
“Cabe destacar que incidirá imposto de renda, conforme legislação vigente, tanto sobre os valores correspondentes aos juros sobre capital próprio quanto à atualização monetária pela taxa Selic”, esclarece a companhia.
O provento será pago aos investidores que tinham ações da Petrobras na carteira em 22 de dezembro de 2026. Portanto, não há mais como entrar na lista de pagamentos.
O valor será depositado na conta dos investidores em duas parcelas. A primeira foi agendada para o próximo dia 10 de fevereiro de 2026, enquanto a segunda fica para um mês depois, no dia 20 de março.
No total, a companhia liberou R$ 12,1 bilhões para os investidores. Isso representa um repasse de R$ 0,943 por ação ordinária e preferencial.
Depois que a companhia divulgou seu relatório de produção, os analistas do mercado já começaram a fazer suas apostas para novas distribuições de dividendos. Um relatório do Goldman Sachs, por exemplo, diz que a companhia pode pagar até US$ 1,3 bilhão referente ao quarto trimestre do ano passado, mesmo que o número esteja abaixo das expectativas anteriores.
“Vale lembrar que a distribuição deste trimestre deve ser impactada negativamente pela aquisição das participações minoritárias do governo nos campos do pré-sal na Bacia de Santos em dezembro”, aponta.
Já o Itaú fala em dividendos de US$ 1 bilhão, citando que o número seria equivalente a um payout de 1,1%. “Houve alguns eventos pontuais neste trimestre, incluindo um pagamento de US$ 1,3 bilhão relacionado ao leilão do pré-sal realizado no final do ano passado, bem como um pagamento de US$ 285 milhões associado ao campo de Jubarte. Este último deverá reduzir o lucro antes dos impostos (EBT) em aproximadamente US$ 712 milhões no 4T25”, ressalta.
A Petrobras deve divulgar o balanço do 4T25 no próximo dia 5 de março. Na mesma ocasião, os números consolidados do ano passado serão tornados públicos pela gestão.
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
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