PCC e Comando Vermelho podem entrar na lista de terroristas dos EUA; veja impactos

Classificação abre brechas para sanções financeiras, deportações e operações militares.

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Publicado em 09/03/2026 às 17:26h - Atualizado Agora Publicado em 09/03/2026 às 17:26h Atualizado Agora por Marina Barbosa
A PM já fez diversas operações contra o PCC e o CV (Imagem: Shutterstock)
A PM já fez diversas operações contra o PCC e o CV (Imagem: Shutterstock)
O governo dos Estados Unidos avalia colocar duas facções criminosas brasileiras na sua lista de grupos terroristas estrangeiros: o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
⚠️ De acordo com a legislação americana, essa classificação é atribuída a organizações estrangeiras que se envolvem em atividades terroristas e ameaçam a segurança dos cidadãos americanos ou a segurança nacional dos Estados Unidos.
A lista já conta com nomes como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico, além de carteis de drogas latino-americanos como o Cartel de los Soles da Venezuela, que, segundo os Estados Unidos, era chefiado por Nicolás Maduro.
A lei americana permite que os Estados Unidos apliquem sanções financeiras a essas organizações, como o bloqueio de contas ou fundos, e barrem o fornecimento de apoio material a esses grupos, como o suprimento de armas americanas. Já os membros desses grupos terroristas podem ser deportados pelos Estados Unidos.
💣 Além disso, o presidente Donald Trump já ameaçou lançar ataques militares contra carteis mexicanos e usou o mesmo discurso ao capturar Nicolás Maduro, na Venezuela.
Os Estados Unidos seguem atacando embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico e também se juntaram às Formas Armadas do Equador na semana passada para combater organizações terroristas locais. 
De acordo com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o país está disposto a lançar uma ofensiva contra outros carteis de droga latino-americanos caso julgue necessário. 

Brasil reage

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já discutiu a questão do crime organizado em telefonemas com Donald Trump.
O objetivo era fortalecer a cooperação na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. 
Lula ainda pediu ajuda de Trump para prender "o maior devedor deste país", em uma possível referência ao dono do Grupo Refit (RPMG3), Ricardo Magro, que mora em Miami.
O governo brasileiro, no entanto, reagiu mal à possibilidade de os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estrangeiros. O receio é de que a medida abra brechas para operações militares americanas em solo brasileiro, a exemplo da que ocorreu na Venezuela.
Por isso, o assunto foi discutido entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em um telefone que foi realizado nesse domingo (8), inicialmente para tratar da viagem de Lula a Washington.
De acordo com o "Uol", o Departamento de Estado dos Estados Unidos já finalizou a documentação necessária para enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Porém, a medida ainda precisa da aprovação do Congresso Nacional para ser oficializada, o que pode levar cerca de duas semanas.