Países da Opep+, o cartel do petróleo, abrem o jogo em meio à crise na Venezuela

Dona da maior reserva mundial comprovada de petróleo, a Venezuela é membro fundadora da Opep desde 1960.

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Publicado em 04/01/2026 às 12:56h - Atualizado 14 horas atrás Publicado em 04/01/2026 às 12:56h Atualizado 14 horas atrás por Lucas Simões
Com a queda do ditador Nicolás Maduro, o petróleo deve ficar mais volátil em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Com a queda do ditador Nicolás Maduro, o petróleo deve ficar mais volátil em 2026 (Imagem: Shutterstock)
O chamado cartel do petróleo, formado pelos países integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) e aliados, responsáveis por mais de 50% da produção mundial da commodity, se reuniu emergencialmente neste domingo (4) para unificarem sua estratégia diante da atual crise política na Venezuela.
Por ora, as lideranças dos maiores exportadores de petróleo do mundo resolveram manter inalterado o ritmo de produção da commodity neste início de 2026, após uma reunião rápida com oito países integrantes.
Além de a Venezuela possuir a maior reserva do mundo comprovada de petróleo, em torno de 303 bilhões de barris, o país sul-americano é um dos cinco membros fundadores da Opep lá em 1960, juntamente com Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e República Islâmica do Irã.
Apelidada de "cartel do petróleo" pelo governo Trump, a Opep foi criada com o objetivo de administrar assuntos e interesses dos maiores produtores de petróleo, em aspectos que tangem sua exploração, produção, exportação/importação pelo mundo.
O petróleo tem elevada importância geopolítica, já que serve tanto como base energética e desenvolvimento industrial quanto um termômetro para a inflação, já que afeta diretamente os combustíveis e toda a cadeia logística de suprimentos.

Petróleo em 2026

Vale destacar que os preços do petróleo tipo Brent, principal referência internacional usada pela Petrobras (PETR4), amargaram tombo de -18% durante 2025, seu pior rendimento anual desde 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19.
Analistas já alertam para temores de excesso de oferta da commodity. Com o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciando que as petroleiras americanas investirão bilhões de dólares para resgatar a indústria petrolífera da Venezuela, espera-se que, no médio prazo, a cotação do petróleo no mercado internacional fique ainda mais pressionada para baixo.
Nas últimas décadas, outros países entraram na Opep (Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria, Gabão, Angola, Guiné Equatorial e Congo), como forma de os grandes produtores de petróleo se contraporem ao monopólio da época de empresas anglo-americanas (Chevron, Exxon Mobil, Shell e British Petroleum). Atualmente, o Brasil não integra a Opep, apesar de estar entre os 15 maiores produtores de petróleo do mundo.

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