Microsoft (MSFT34) pede que funcionários na China mudem de país

Empresa se antecipa a possíveis sanções dos EUA

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Publicado em 16/05/2024 às 14:57h - Atualizado 1 mês atrás Publicado em 16/05/2024 às 14:57h Atualizado 1 mês atrás por Wesley Santana
Microsoft tem 7 mil empregados nos países que compõe a região Ásia-Pacífico. Foto: Shutterstock
Microsoft tem 7 mil empregados nos países que compõe a região Ásia-Pacífico. Foto: Shutterstock

Com o acirramento da disputa entre Estados Unidos e China, a Microsoft (MSFT34) está pedindo que parte de seus funcionários baseados no país asiático considerem uma transferência ao exterior.

🌍 Segundo o The Wall Street Journal , entre 700 e 800 pessoas receberam um comunicado da big tech, todas elas envolvidas em trabalhos de inteligência artificial e computação em nuvem. Esse grupo estaria no alvo da companhia porque o governo dos Estados Unidos está querendo limitar o acesso da China aos chips usados no processamento das informações com medo de um suposto uso militar.

"Fornecer oportunidades internas é uma parte regular da gestão de nossos negócios globais. Como parte desse processo, compartilhamos uma oportunidade de transferência interna opcional com um subconjunto de funcionários", dizia o documento enviado por e-mail ao grupo.

Os funcionários comunicados são, em sua maioria, engenheiros de nacionalidade chinesa, conforme relatou o WSJ. A oferta teria sido no início desta semana e eles têm até o começo de junho para decidir sobre a transferência.

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Há quase 30 anos em Pequim, a Microsoft é uma das empresas de tecnologias que mais tem presença no país e, de acordo com o porta-voz, deve continuar operando normalmente por lá. No entanto, esses funcionários estariam sendo comunicados para se transferir a países que são aliados diretos dos EUA, como Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.

A empresa mantém mais de 7 mil empregados na região Ásia-Pacífico, estando a maior parte deles na China. Atualmente, não há nenhuma legislação do governo norte-americano que restrinja o compartilhamento de tecnologia entre países, mas é possível que isso mude nos próximos anos.

No início desta semana, o presidente Joe Biden anunciou o aumento das taxas de importação em 100% para produtos de tecnologia oriundos da China, sobretudo para os veículos elétricos. A novidade faz parte de uma agenda do governo para tentar frear as exportações asiáticos e investir no mercado de tecnologia doméstico.

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