Magalu (MGLU3): S&P mantém nota, mas eleva perspectiva para varejista
Analistas destacam que, apesar da alavancagem alta, não há vencimentos no curto prazo

A S&P informou, na manhã desta terça-feira (19), a manutenção da nota de crédito do Magazine Luíza (MGLU3). A agência de avaliação de risco reafirmou ‘brAA-’, mas elevou a perspectiva de negativa para estável.
📄 A classificação do Magalu havia sofrido uma baixa na perspectiva em dezembro do ano passado, quando foram classificadas chances de rebaixamento dados os ricos do varejo no país. Quase um ano depois, os analistas mudam a perspectiva para essa que é uma das maiores companhias do setor.
“Esperamos que a empresa termine o ano com endividamento ajustado ainda elevado, porém sem concentração relevante de vencimentos no curto prazo e com melhor posição de liquidez, após o pagamento de cerca de R$ 3 bilhões de dívida e o aumento privado de capital de R$ 1,25 bilhão durante o ano. Projetamos dívida líquida ajustada sobre EBITDA de 4,5x em 2024, reduzindo para 3,8x em 2025 e 3,3x em 2026”, escreveram Henrique Koch e Wendell Sacramoni.
Eles comentaram os últimos relatórios da companhia, destacando que houve menor crescimento nas vendas, mas melhoria na rentabilidade. Também pontuaram o aumento da margem bruta, sobretudo relacionada às vendas de estoque próprio nas lojas físicas.
“A perspectiva estável reflete a gradual melhora da rentabilidade, geração de caixa operacional e alavancagem nos últimos trimestres, trajetória que esperamos que se mantenha nos próximos trimestres, apesar das taxas de juros ainda elevadas e dos riscos da indústria de varejo discricionário brasileira”, comentaram os analistas.
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Apesar disso, não deixam de pontuar que há cenários de possíveis rebaixamentos no intervalo dos próximos dozes meses. Um deles é a insistência desfavorável das condições macroeconômicas para o varejo, o que pode impactar na liquidez enfraquecida e na dificuldade de refinanciamento de dívidas.
“A perspectiva estável indica a gradual melhora nas margens do Magazine Luiza nos últimos trimestres, além do refinanciamento bem-sucedido de seus vencimentos de curto prazo durante o ano, com consequente melhora em sua posição de liquidez. Esperamos que a empresa siga apresentando geração operacional de caixa crescente, levando a uma desalavancagem gradual nos próximos anos, apesar do cenário macroeconômico ainda desafiador para o setor de varejo discricionário brasileiro, principalmente pela expectativa de manutenção da taxa de juros em patamares elevados”, concluem Henrique e Wendell.
Terceiro trimestre
📈 No começo do mês, o Magalu divulgou seu balanço do terceiro trimestre, quando registrou um lucro líquido de R$ 70,2 milhões. O resultado reverteu o prejuízo que a empresa acumulou um ano antes, de R$ 143,4 milhões, de acordo com o documento.
A empresa também viu seu Ebitda avançar mais de 47% em doze meses, para R$ 717,6 milhões e alcançar uma margem Ebitda de 8%. Já a receita bruta subiu 4,1%, para a casa de R$ 34 bilhões, enquanto a líquida atingiu R$ 9 bilhões.
As ações do Magalu são negociadas por volta dos R$ 9,25, com uma defasagem superior a 50% desde o começo do ano. Atualmente, a varejista tem um valor de mercado de R$ 6,8 bilhões, bem abaixo do que registrava em 2021, quando cada papel era vendido por mais de R$ 220.

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