ANP libera Petrobras (PETR4) para voltar a perfurar na Foz do Amazonas
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (17) que nem sempre a alta dos preços dos combustíveis é de responsabilidade da Petrobras (PETR4). Ele defendeu, então, a venda direta de combustíveis pela estatal.
🗣️ "Quando sai o anúncio do diesel, da gasolina, do gás, a Petrobras leva a fama, o governo federal leva a fama. E, muitas vezes, a Petrobras não tem culpa nenhuma", declarou Lula, em evento promovido pela estatal em Angra dos Reis (RJ).
E seguiu: "A gente precisa vender para grandes consumidores direto, para que possa baratear o preço do diesel, porque o povo é assaltado pelo intermediário e a fama fica nas costas do governo".
Ao discursar no evento, Lula revelou já ter conversado sobre a venda direta de combustíveis com a CEO da Petrobras, Magda Chambriard. Além disso, criticou a privatização de empresas como a antiga BR Distribuidora, atual Vibra (VBBR3), e lembrou o peso dos impostos estaduais no preço final dos combustíveis.
💲 "O povo não sabe disso, mas a gasolina sai da Petrobras a R$ 3,04 e na bomba é vendida a R$ 6,49. É vendida pelo dobro do que sai da Petrobras. Mas, quando sai o aumento, o povo pensa que foi a Petrobras que aumentou e nem sempre é, porque cada estado e cada posto tem liberdade de aumentar na hora que quer", ressaltou.
O presidente ainda citou os valores médios do diesel e do gás de cozinha. Segundo ele, o litro do diesel sai a R$ 3,77 da Petrobras e é vendido a R$ 6,20 nos postos. Já o botijão de 13 quilos de gás é vendido pela Petrobras a R$ 35, mas pode chegar a R$ 140 em alguns estados brasileiros.
Lula lembrou ainda que os combustíveis ficaram mais caros em 1º fevereiro por causa do aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), um imposto estadual. No mesmo dia, no entanto, a Petrobras elevou o preço do diesel em R$ 0,22 por litro.
⛽ Dias depois de criticar o Ibama por causa do imbróglio envolvendo a licença da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Lula preferiu não falar sobre o assunto nesta segunda-feira (17). Contudo, o tema não passou batido pela CEO da Petrobras, Magda Chambriard.
Segundo ela, a exploração de novas fronteiras de petróleo é fundamental para que a estatal reponha suas reservas de petróleo e gás. Afinal, a perspectiva é de uma redução da produção do pré-sal depois de 2030.
Magda garantiu, então, que a Petrobras fará tudo "de forma extremamente segura", caso obtenha a licença do Ibama para explorar o potencial de petróleo da Foz do Amazonas.
"Pode ficar absolutamente tranquilo, presidente. [...] Sendo possível a licença, teremos no Amapá o melhor aparato de resposta de emergência já visto no mundo", afirmou.
🚢 Lula participou nesta segunda-feira (17) do lançamento da segunda licitação do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras, que prevê a contratação de oito navios gaseiros nos próximos meses.
Os navios serão contratados pela Transpetro e terão uma exigência de conteúdo local, de forma a estimular a indústria naval brasileira e, assim, criar empregos no país.
Lula defendeu a retomada da indústria naval brasileira e a CEO da Petrobras Magda Chambriard, disse que as encomendas da empresa não vão parar por aí.
"Fornecedores brasileiros, estejam preparados, seja para fazer navios para exploração e produção de petróleo e gás, seja para fazer refinarias e ampliação da capacidade de refino, porque nós vamos pisar no acelerador", afirmou Magda.
Segundo ela, a Petrobras vai contratar mais três plataformas de petróleo e 44 embarcações, entre barcos de apoio e navios gaseiro, nos próximos anos. A expectativa é de que essas encomendas investimentos bilionários e permitam a criação de 87 mil empregos no país.
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
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