Casas Bahia coloca executivos sob escolta após credor ameaçar diretores
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
A Justiça de São Paulo aprovou na última quarta-feira (19) o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3). Agora, a varejista poderá ter respaldo legal para negociar diretamente com os seus credores. O acordo, negociado com os credores, oferece prazos mais extensos e condições mais favoráveis para que a varejista possa honrar seus compromissos e retomar seu crescimento.
🚨 Apesar das tentativas de Opea Securitizadora, detentora de debêntures da empresa, e da Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, agente fiduciário das emissões de debêntures, de contestarem os valores propostos no plano, o juiz julgou as impugnações improcedentes. As empresas pediam revisão dos valores antes da homologação do plano.
O plano prevê uma carência de 24 meses para o início do pagamento de juros e de 30 meses para o pagamento do principal da dívida. Além disso, o prazo total para a amortização da dívida foi fixado em 78 meses (equivalente a 6,5 anos). Já a remuneração da dívida será atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), acrescida de uma taxa de juros que varia entre 1,0% e 1,5% ao ano.
🗣️ “Em cumprimento ao Plano de RE [recuperação extrajudicial], a Companhia procederá agora com a sua 10ª Emissão de Debêntures”, de R$ 4,1 bilhões, “em substituição às dívidas financeiras quirografárias sujeitas e novadas pelo Plano de RE, nos termos e prazos ali estabelecidos”, informou a Casas Bahia no fato relevante", informou a empresa em comunicado.
O Grupo Casas Bahia formalizou, em 28 de abril, um pedido de recuperação extrajudicial. O objetivo central dessa iniciativa é renegociar o pagamento de sua dívida de R$ 4,1 bilhões, buscando prazos mais extensos e condições mais favoráveis.
💬 A renegociação visa principalmente o perfil das dívidas financeiras que a empresa possui com instituições como o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3), que, juntas, concentram 54,5% dos créditos devidos pela varejista no âmbito do plano de recuperação.
Leia também: Recuperação extrajudicial: Entenda a solução escolhida pela Casas Bahia (BHIA3)
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.
Maior credora do grupo, a Zurich Minas Brasil, parceira em seguros para eletrônicos, tem aproximadamente R$ 1,97 bilhão a receber.
O pedido de recuperação judicial feito pela varejista só agravou a situação dos debenturistas.
Documento agora pode ser publicado no fim da próxima segunda (17), segundo fontes internas.
Companhia encerrou mais de um quarto das unidades e deve demitir ao menos 2 mil funcionários; balanço foi atrasado.
A operação elevou o capital social da companhia para R$ 7,14 bilhões.
Casas Bahia aposta na reestruturação, redução da pressão financeira e expansão dos negócios para voltar a remunerar investidores.
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