Invasão na Venezuela faz empresa da B3 disparar 6%; veja se ainda vale a pena

Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.

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Publicado em 05/01/2026 às 16:02h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 16:02h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
Por volta das 15h, as BDRs da mineradora subiam 6,52%, negociadas a R$ 95,61 (Imagem: Shutterstock)
Por volta das 15h, as BDRs da mineradora subiam 6,52%, negociadas a R$ 95,61 (Imagem: Shutterstock)
🚨 A notícia de que o presidente Nicolás Maduro foi levado pelos Estados Unidos após uma incursão militar gerou um efeito imediato de "fuga para a qualidade".
Se as petroleiras como Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) sofrem com o medo de um excesso de oferta de óleo no futuro, a Aura Minerals (AURA33) colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.
Por volta das 15h, as BDRs da mineradora subiam 6,52%, negociadas a R$ 95,61. O movimento é uma resposta direta à disparada dos metais preciosos.
O ouro renovou sua máxima histórica, atingindo US$ 4.428,75 por onça-troy, enquanto a prata acompanhou o rali com uma alta superior a 5%.

Ouro como escudo contra a incerteza global

A valorização do metal dourado — que já acumula alta de 64% no último ano — ganhou tração extra com o aumento das tensões militares na América Latina. 
As falas do presidente Donald Trump sobre possíveis novas incursões envolvendo Colômbia ou Cuba elevaram o nível de alerta global, empurrando os investidores para ativos de proteção tradicionais.
Nesse cenário, a Aura Minerals torna-se um veículo estratégico. Após uma valorização superior a 200% em 2025, a companhia prova que ainda tem fôlego para acompanhar o rali das commodities metálicas, especialmente pela natureza defensiva do seu principal produto.

A tese de crescimento do BTG Pactual

Mesmo após o rali estratosférico do ano passado, analistas do BTG Pactual mantêm a Aura Minerals em sua carteira recomendada de small caps para janeiro de 2026. 
A visão do banco é de que a mineradora combina proteção com um crescimento de produção visível, sustentado pela entrada de dois novos ativos no portfólio a partir deste ano.
A tese do BTG para as ações é sustentada por fundamentos sólidos que vão além da geopolítica.
A companhia possui uma expectativa real de dobrar sua produção nos próximos anos, oferecendo uma diversificação valiosa para portfólios expostos ao risco Brasil. 
Além disso, a mineradora mantém um balanço saudável com baixa alavancagem e uma política consistente de dividendos trimestrais, com um rendimento estimado entre 7% e 9% ao ano.
📈 Para os analistas, o papel ainda negocia com desconto quando comparado ao seu potencial de geração de caixa e à redução do risco operacional proporcionada pela diversificação de sua base de ativos.

AURA33

Aura Minerals
Cotação

R$ 96,70

Variação (12M)

342,98 % Logo Aura Minerals

Margem Líquida

-5,55 %

DY

2,80 %

P/L

-96,57

P/VP

12,83