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Em um movimento que marca a intensificação da disputa entre a indústria fonográfica tradicional e a tecnologia inovadora, as maiores gravadoras do mundo – Universal Music Group, Warner Music Group e Sony Music Entertainment – entraram com ações judiciais contra duas startups de inteligência artificial: Suno AI e Uncharted Labs.
🎵 As gravadoras alegam que as startups estão utilizando, de forma ilegal e sem autorização, vastas quantidades de músicas protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de IA. Essa prática, segundo as empresas, viola seus direitos de propriedade intelectual e representa uma ameaça à indústria musical como é conhecida.
A RIAA (Associação da Indústria Fonográfica da América) revelou o valor das indenizações que busca: até US$ 150 mil "por obra infringida", segundo informações da "Bloomberg".
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🗣️ “A comunidade musical abraçou a IA e já estamos fazendo parcerias e colaborando com desenvolvedores responsáveis para construir ferramentas de IA sustentáveis, centradas na criatividade humana, colocando artistas e compositores no comando”, afirmou Mitch Glazier, CEO da RIAA, em um comunicado.
Vale citar que startups como Suno e Udio estão liderando uma nova geração que utiliza IA generativa para automatizar a criação musical. Usuários podem simplesmente digitar um comando curto, como "uma música eletro-pop sobre morangos", e o software de qualquer uma dessas empresas gera música com qualidade humana em questão de segundos.
💭 Segundo Mikey Shulman, cofundador e CEO da Suno, a tecnologia da empresa é "transformadora" e foi projetada "para produzir resultados completamente novos, não para memorizar e reproduzir conteúdo pré-existente". Por isso, a Suno não permite que os usuários incluam nomes de artistas em seus comandos ao criar músicas, explicou ele.
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