GPA (PCAR3) tem prejuízo de R$ 1,4 bilhão no 1T26
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis.
Dono do Pão de Açúcar e do Extra, o GPA (PCAR3) levantou R$ 704 milhões no follow-on (oferta subsequente de ações) anunciado no início de março. O valor superou a oferta-base de R$ 504 milhões, mas não chegou ao total de R$ 1 bilhão que podia ser levantado na operação.
💲O GPA pretendia emitir de 140 milhões a 280 milhões de ações com o follow-on. Acabou emitindo 220 milhões de ações ordinárias, a um preço de R$ 3,20. A quantidade contempla a oferta-base de 140 milhões e 57% da oferta adicional de mais 140 milhões de ações.
Já o preço de R$ 3,20 por ação representa um desconto de 3,9% em relação ao preço de fechamento da quarta-feira (13), quando as ações da companhia terminaram o dia cotadas a R$ 3,33. O papel, contudo, já vem em queda há algum tempo na B3. Segundo dados do Investidor10, o recuo é de quase 16% em um mês.
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📉 Os recursos levantados na operação devem ajudar a reduzir o endividamento da companhia. O follow-on, contudo, ainda vai reduzir a participação do Casino no GPA. O grupo francês, que recentemente vendeu a rede colombiana de supermercados Éxito, detinha 40,9% das ações do GPA antes do follow-on.
Segundo a revista "Exame", a participação do Casino no GPA deve cair para cerca de 24% com a oferta. Já o ex-CEO do GPA, Ronaldo Iabrudi, deve passar a deter 5% das ações da companhia. Ele deve aportar de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões na oferta, ainda de acordo com a "Exame".
Em comunicado publicado na noite de quarta-feira (13), o GPA disse apenas que, com a oferta, "o novo capital social da companhia passará a ser de R$2.511.167.455,83, dividido em 490.139.069 ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal". As ações emitidas no follow-on passarão a ser negociadas na B3 a partir desta sexta-feira (15).
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis.
Acordo faz parte do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar.
Grupo varejista diz que acordo com credores prevê ajuste no perfil da dívida e que operações seguem normalmente.me
A empresa destacou que suas lojas continuarão operando normalmente, uma vez que as operações são consideradas saudáveis.
Segundo a empresa, o objetivo é avaliar diferentes alternativas que possam melhorar o perfil de seu endividamento.
Taxas oferecidas pelos títulos de renda fixa da rede varejista disparam no mercado secundário.
No trimestre, o prejuízo das operações continuadas totalizou R$ 523 milhões.
O anúncio foi feito na última segunda-feira (27) em comunicado ao mercado.
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