GPA (PCAR3) tem prejuízo de R$ 1,4 bilhão no 1T26
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis.
O GPA (PCAR3) decidiu aderir ao programa de quitação de débitos de ICMS do governo do Estado de São Paulo, o Acordo Paulista. Com isso, a companhia conseguirá um abatimento de 80% em débitos que somam R$ 3,6 bilhões.
💲 Segundo o GPA, o acordo prevê desconto de 100% dos juros, além de desconto de 50% da soma do principal e multa, limitado ao valor do principal. Com isso, a companhia prevê um desembolso de R$ 794 milhões pelos débitos de R$ 3,6 bilhões. E esse valor poderá ser pago em 120 parcelas mensais, corrigidas pela taxa Selic.
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"O Acordo tem como objetivo a regularização voluntária pelos contribuintes, reduzindo discussões judiciais, com a concessão de benefícios para o pagamento dos débitos que se encontram na dívida ativa do Estado de São Paulo", explicou o GPA.
O GPA comunicou a adesão ao Acordo Paulista nesta terça-feira (30), no último dia para entrada no programa. Criado pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, o Acordo Paulista visa a renegociação de débitos de ICMS inscritos em dívida ativa e já havia alcançado a marca de R$ 7,3 bilhões em renegociação.
Segundo o GPA, o acordo reduzirá em cerca de 52% o total de contingências de ICMS com riscos de perda possível e provável apresentado no balanço do quarto trimestre de 2023. As contingências somavam R$ 7,018 bilhões, mas cairão para R$ 3,372 bilhões com o acordo.
Já no fluxo de caixa da companhia, o impacto líquido esperado é de uma despesa de R$ 261 milhões. "O impacto do Acordo no fluxo de caixa da Companhia deverá ser substancialmente mitigado pelo término, em julho de 2024, de outro parcelamento tributário, relacionado com o Refis Federal", afirmou.
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis.
Acordo faz parte do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar.
Grupo varejista diz que acordo com credores prevê ajuste no perfil da dívida e que operações seguem normalmente.me
A empresa destacou que suas lojas continuarão operando normalmente, uma vez que as operações são consideradas saudáveis.
Segundo a empresa, o objetivo é avaliar diferentes alternativas que possam melhorar o perfil de seu endividamento.
Taxas oferecidas pelos títulos de renda fixa da rede varejista disparam no mercado secundário.
No trimestre, o prejuízo das operações continuadas totalizou R$ 523 milhões.
O anúncio foi feito na última segunda-feira (27) em comunicado ao mercado.
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