Governo define nova cesta básica antes de enviar proposta tributária ao Congresso
O último decreto de cesta básica foi assinado por Getúlio Vargas, ainda em 1938.

🥕 O Governo Federal estabeleceu a relação de produtos que constituirão a nova cesta básica, antes de encaminhar ao Congresso a proposta sobre impostos relacionados ao consumo.
Durante a abertura da 1ª Reunião Plenária Ordinária de 2024 do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), na terça-feira (5), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou diversos decretos referentes às políticas de segurança alimentar no país.
Um deles, trata da cesta básica e faz uma modificação no Guia Alimentar para a População Brasileira e no Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos.
O documento prevê que a alimentação pode ser ajustada conforme a cultura alimentar, a acessibilidade física e financeira e com base em práticas produtivas adequadas e sustentáveis.
O último decreto relacionado à composição da cesta básica datava foi assinado ainda em 1938, pelo então presidente Getúlio Vargas.
Caberá ao Ministério do Desenvolvimento Social publicar guias orientadores e manuais informativos para a composição da cesta básica em termos de quantidade e combinação de alimentos, que deve ser composta por alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários.
De acordo com a Pasta, a adaptação da cesta básica deve levar em consideração o impacto fiscal e distributivo, com o objetivo de ampliar a progressividade das políticas públicas e reduzir as desigualdades de renda.
A composição da cesta básica é um dos pontos mais delicados no contexto das mudanças nas regras tributárias, por conta da disputa entre o setor agrícola e os supermercados com o governo e o Congresso Nacional.
Quanto mais itens houver, maior será a perda na arrecadação federal e, portanto, maior será a alíquota-padrão para os demais produtos e serviços, a fim de manter a carga tributária planejada com a reforma.
Foram estabelecidos os seguintes grupos alimentares pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social:
- feijões (leguminosas);
- cereais;
- raízes e tubérculos;
- legumes e verduras;
- frutas;
- castanhas e nozes (oleaginosas);
- carnes e ovos;
- leites e queijos;
- açúcares,
- sal,
- óleos e gorduras;
- café, chá, mate e especiarias.
O anúncio dos itens acontece às vésperas do Ministério da Fazenda apresentar a proposta prevista na reforma tributária, aprovada no ano anterior pelo Congresso, que prevê uma cesta nacional totalmente isenta de tributos federais. Os itens com alíquota zero serão determinados por meio de lei complementar.
A expectativa da equipe econômica é de encaminhar ao Legislativo os projetos de regulamentação da reforma tributária até abril.
Durante o discurso na reunião do Consea, Lula declarou que o combate à fome é a "prioridade zero" de seu terceiro mandato no Planalto. "Já estamos há um ano no governo. Até agora, foi arrumar a casa. Mas a casa já está arrumada. Depende de nós. Temos essa obrigação", afirmou. "Não podemos desrespeitar as pessoas que passam fome neste país. Crianças desnutridas não podem esperar. Pessoas que não tomam café da manhã ou não almoçam não podem esperar."
Segundo o presidente, o compromisso principal do governo é acabar "com essa terrível doença chamada fome, que não deveria existir em um país agrícola como o Brasil". "[Estamos] Assumindo publicamente o compromisso de que, ao terminar o meu mandato, não teremos mais ninguém passando fome por falta de comida neste país. Este é um compromisso que temos que cumprir", disse Lula. "Podemos errar em qualquer coisa. Mas, no combate à fome, não podemos errar."

Barsi da Faria Lima faz o alerta: Selic em 2025 subirá a 'patamares esquecidos'
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano

Renda fixa isenta de IR está entre as captações favoritas das empresas em 2024
Emissão de debêntures e mercado secundário de renda fixa batem recordes entre janeiro e setembro, diz Anbima

3 REITs de data center que podem subir com o plano de Trump, segundo Wall Street
Presidente eleito dos Estados Unidos anuncia US$ 20 bilhões em investimentos para construir novos data centers no país

Quais tipos de renda fixa ganham e perdem com a eleição de Trump?
Renda fixa em dólar pode ganhar mais fôlego com juros futuros em alta. Aqui no Brasil, a preferência é por títulos pós-fixados

Tesouro Direto sobe mais de 1% em apenas 1 dia com agito das eleições nos EUA
Juros compostos caem e preços dos títulos saltam na marcação a mercado aqui no Brasil, com ligeira vantagem de Kamala Harris contra Donald Trump

Poupança renderá mais com Selic a 10,75%? Cuidado com o mico
Rentabilidade da caderneta de poupança pode ficar travada pelos próximos cinco anos

Como investir na renda fixa em 2025 após tarifas de Trump ao Brasil?
Presidente dos EUA impõe alíquota de 10% para produtos brasileiros importados por americanos e analistas comentam possíveis impactos nos investimentos

Brasil recorre à renda fixa em dólar em 2025; veja anúncio do Tesouro Nacional
Meta do governo é ter entre 3% e 7% da sua dívida em títulos de renda fixa em dólar