Petrobras nega defasagem e rebate cálculos de mercado após questionamento da CVM
A autarquia questionou a estatal sobre interferência política nos preços após declarações do presidente Lula.
Depois de quase seis anos comprada na Petrobrás (PETR4), a Vista Capital decidiu mudar sua estratégia e vender as ações que tinha da petrolífera. Em carta aos investidores divulgada nesta semana, a gestora -que tem Pérsio Árida como conselheiro- destaca que o cenário atual é inverso.
A gestora destaca que se manteve comprada para os papeis da estatal porque entregam dividendos volumosos aos investidores, o que justificava uma exposição ao risco. Agora, os dados do segundo trimestre em mãos mostram que a geração líquida de caixa está próxima de 1% no trimestre.
“Embora persistam sinais de deterioração na governança e iniciativas de investimento questionáveis – como a expansão em GLP – o fator mais relevante hoje é a ausência de margem de segurança”, destaca. “Com o petróleo atualmente cerca de 8% abaixo da média do trimestre, a inviabilidade de sustentar essa política de dividendos torna-se evidente”, complementa.
Os gestores entendem que, neste cenário, oferecer dividendos integrais, como vinha sendo feito, não faz mais sentido, dado que a empresa mantém compromissos de longo prazo. “A Petrobras deixou de ser uma produtora de baixo custo quando se considera o peso estrutural de leasing e capex”, avaliam.
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Eles também apresentam um temor sobre a queda no preço do barril de petróleo, que pode fazer a companhia voltar a anos anteriores, quando já estava subestimada pelo mercado. “Se o barril recuar de forma mais acentuada, a empresa será forçada a cortar dividendos e reduzir investimentos – ou revisitar debates sobre sua solvência, como no período Dilma”, comenta.
Nesta quarta-feira (13), a Petrobras encerrou o pregão com baixa de 0,75%, em cerca de R$ 30,50. Nos últimos seis meses, a empresa entregou uma desvalorização de 15% aos seus investidores, conforme dados da bolsa de valores.
No segundo trimestre, a companhia registrou um lucro de R$ 26,6 bilhões, com salto em relação ao prejuízo de um ano antes. O Ebitda terminou o período em R$ 52,3 bilhões, com avanço de 5,1% também na comparação anual, conforme detalhou o balanço trimestral.
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