Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
🚨 A agência de classificação de risco Fitch rebaixou, nesta quarta-feira (7), as notas de crédito nacional e internacional da Azul (AZUL4), refletindo a deterioração da saúde financeira da companhia aérea e o aumento das incertezas em torno da sua capacidade de captar recursos no curto prazo.
O rating de longo prazo em moeda estrangeira da Azul caiu de “CCC” para “CCC-”, sinalizando um nível elevado de risco de inadimplência. A nota nacional também foi cortada para “CCC–(bra)”.
Para investidores, o rebaixamento serve como um forte alerta: a Azul está sob pressão de caixa, enfrenta desconfiança do mercado e lida com um passivo bilionário, mesmo após tentativas de reestruturação.
De acordo com a Fitch, apesar de apresentar melhorias operacionais nos últimos trimestres, a companhia ainda não conseguiu concluir a parte de equity da sua reestruturação de dívida — considerada essencial para cobrir o fluxo de caixa livre negativo previsto para o primeiro semestre de 2025.
A dívida bruta da Azul encerrou 2024 em torno de R$ 29,6 bilhões, e a empresa enfrenta dificuldade para atrair novos investidores ou obter crédito em condições favoráveis, mesmo com a recente captação de R$ 600 milhões junto a credores atuais.
Segundo a Fitch, a alavancagem da Azul pode permanecer acima de 5 vezes em 2025, enquanto concorrentes como Latam e Avianca devem operar com endividamento entre 2,5x e 3,5x.
Já a liquidez da companhia está estimada entre 7% e 10%, bem abaixo de Latam (25%) e Avianca (15% a 20%).
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A situação se agravou após a Azul emitir novas ações em uma tentativa de reforçar o caixa.
A operação resultou em diluição dos acionistas atuais e arrecadou menos do que o esperado, o que provocou forte queda nos papéis.
Nos últimos 30 dias, AZUL4 acumula desvalorização superior a 50%, pressionada pela perda de confiança do mercado, elevação de riscos e cenário macroeconômico mais volátil.
Embora tenha presença dominante em rotas regionais no Brasil e margens operacionais historicamente robustas, a Azul é altamente exposta à volatilidade cambial, já que grande parte de seus custos — como leasing de aeronaves e combustível — é dolarizada.
Em contraste, Latam e Avianca apresentam modelos de negócios mais diversificados, com operação internacional mais robusta e maior resiliência frente às variações cambiais.
O rebaixamento do rating aprofunda a crise de confiança em torno da Azul e coloca em xeque sua capacidade de executar o plano de recuperação financeiro com sucesso.
📊 Ainda que a empresa tenha iniciativas de reestruturação em andamento, o mercado aguarda ações mais contundentes para reduzir a dívida, aumentar liquidez e recuperar margens.
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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