Valorização de até 900%: Quais empresas na B3 mais sobem no Lula 3
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.
A América do Sul que sempre foi conhecida por ser uma região de relações estáveis passa por um teste de ferro. O problema está entre Equador e Colômbia que travam uma guerra comercial sem precedentes.
Tudo começou com a acusação do Equador de que o país vizinho não estava tomando as medidas necessárias para combater o tráfico de drogas na fronteira. Foi então que o governo de Daniel Noboa anunciou uma tarifa de 30% sobre as importações colombianas que chegassem a Quito e outras cidades.
"Essa medida permanecerá em vigor até que haja um compromisso real de combater conjuntamente o tráfico de drogas e a mineração ilegal na fronteira, com a mesma seriedade e determinação que o Equador vem demonstrando atualmente", disse Noboa, em entrevista a uma TV local.
O governo da Colômbia negou as acusações e, como forma de retaliação, impôs um tarifaço similar sobre 20 produtos equatorianos que chegam a Bogotá, com ameaça de aumentar o escopo. Além disso, o presidente Gustavo Petro ainda suspendeu a venda de energia elétrica, que é um dos principais serviços importados pelo Equador.
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Alguns analistas entendem que a estratégia de Noboa replica o feito por Donald Trump no ano passado. O presidente dos Estados Unidos impôs uma série de tarifas a produtos que chegam ao país, mas, no fim, foram os norte-americanos que pagaram a conta.
O fato é que, em uma guerra comercial, o país com a economia menos instável é o que tem mais chances de vencer a disputa. Neste caso, a Colômbia seria vitoriosa na quebra de braços entre duas nações que movimentam bilhões de dólares por ano na parte norte da América do Sul.
A Colômbia tem o terceiro maior PIB da região, tendo somado US$ 418 bilhões em 2024. No mesmo ano, o resultado equatoriano foi de US$ 124 bilhões, conforme dados dos respectivos governos.
O principal ponto dessa discussão é como essa situação pode impactar os preços de produtos que o Equador não produz e dos quais, portanto, depende da Colômbia. Além da energia, um eventual imposto sobre medicamentos ou itens de primeira necessidade pode pressionar de forma relevante a nação que dá nome à linha que divide o mundo em dois.
No ano passado, o fluxo comercial na fronteira Equador-Colômbia foi de US$ 3 bilhões. A balança comercial pende para o lado colombiano, que tem um superávit de US$ 1,7 bilhão.
“A integração do Equador com a Colômbia é profunda, e a importância da Colômbia está justamente no fato de possuir uma indústria capaz de fornecer uma enorme quantidade de insumos”, afirma Alberto Acosta-Burneo, analista econômico da consultoria Spurrier Group. “Nesse momento, esse tipo de decisão acaba encarecendo esses insumos e introduzindo incerteza nessa relação.”
Nesta quarta-feira (27), o Equador elevou ainda mais o tom e decidiu elevar em 900% a tarifa de exportação de petróleo para a Colômbia. A mudança influencia especialmente o oleoduto Sote, que liga os dois países, e teve a taxa elevada paraUS$ 30 por barril, em comparação com os US$ 2,50 anteriores.
Em entrevistas mais recentes, Noboa defendeu a escalada das tensões e disse que o conflito não é comercial, mas estrutural. “O abandono da fronteira permitiu a expansão do narcotráfico. Essa medida está alinhada com a política de segurança nacional para fortalecer a fronteira. A população exige ação e estamos agindo”, disse.
Até o fechamento desta reportagem, o governo colombiano não havia reagido à nova escalada. Possivelmente, novas tarifas serão aplicadas como forma de retaliação.
“É uma espécie de ‘trumpização’ da política regional, em que mandatários passam a se sentir empoderados para burlar acordos comerciais e impor tarifas unilaterais por razões que vão além da livre concorrência e respondem, sobretudo, a pressões políticas”, diz Sérgio Guzmán, diretor da Colombia Risk Analysis, à reportagem.
Embora vizinhos, os dois países têm um longo histórico de problemas comuns. Em 2008, eles chegaram a romper relações diplomáticas depois de uma invasão do Exército colombiano para prender membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
No passado mais distante, os dois países fizeram parte do mesmo território, chamado de Grande Colômbia, até que houve a separação do território em quatro países, incluindo Venezuela e Panamá.
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