Em qual título público investir em 2026? BTG responde

O banco entende que os cortes da taxa Selic previstos para 2026 deverão ser bem assimilados.

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Publicado em 06/01/2026 às 11:04h - Atualizado 15 horas atrás Publicado em 06/01/2026 às 11:04h Atualizado 15 horas atrás por Elanny Vlaxio
Os títulos públicos mais curtos podem se beneficiar (Imagem: Shutterstock)
Os títulos públicos mais curtos podem se beneficiar (Imagem: Shutterstock)
A escolha dos investimentos em títulos públicos para 2026 deve ser guiada por um ambiente macroeconômico mais estável e por uma percepção renovada sobre a condução da política monetária no Brasil. Após meses de incerteza, o BTG Pactual (BPAC11) avalia que o Banco Central recuperou credibilidade e voltou a transmitir uma postura técnica mais firme, o que tende a influenciar positivamente o mercado no próximo ano.
💸 Segundo a análise, o discurso adotado pela autoridade monetária ao longo dos últimos meses mostrou-se mais cauteloso do que o esperado pelos agentes financeiros. Esse posicionamento contribuiu para reforçar a confiança em relação às decisões sobre juros e inflação. 
Nesse contexto, o banco entende que os cortes da taxa Selic previstos para 2026 deverão ser bem assimilados, favorecendo a diminuição dos prêmios de risco ligados às expectativas inflacionárias e à própria política monetária.

Os títulos mais favorecidos

Com base nesse cenário, o BTG projeta que os títulos prefixados com vencimentos mais curtos, entre dois e três anos, sejam os principais favorecidos. A instituição aponta como exemplos as LTNs (Letras do Tesouro Nacional) com vencimento em 2028 e 2029, instrumentos que devem capturar o movimento de fechamento da curva de juros. 
Para o mercado, a flexibilização monetária e a melhora da percepção de risco macroeconômico criam um terreno propício para a valorização desses papéis. Na parcela de investimentos indexados à inflação, a preferência do BTG permanece voltada aos prazos intermediários e longos das NTN-Bs. O destaque fica para o título com vencimento em 2035, considerado particularmente interessante em termos de equilíbrio entre risco e retorno. 
💰 Além do carrego garantido pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções do banco indicam um cenário com Selic terminal em 12% ao ano e inflação de 4,5% em 2026. De acordo com a análise, bastaria um fechamento marginal da curva real, de cerca de 30 pontos-base, para que essas NTN-Bs apresentem desempenho superior ao dos prefixados.
Em termos de estratégia de alocação, o BTG Pactual recomenda uma combinação entre títulos prefixados de curto e médio prazo e NTN-Bs de vértices mais longos. Segundo a instituição, essa estrutura tende a oferecer um bom balanço entre retorno e proteção, permitindo ao investidor capturar a queda gradual da Selic e, ao mesmo tempo, contar com resiliência contra eventuais choques inflacionários.