Depois de forte rali, BTG vê menos espaço para Gerdau (GGBR4) na Bolsa

O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis.

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Publicado em 23/01/2026 às 17:00h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 23/01/2026 às 17:00h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
Apesar do corte, o BTG elevou o preço alvo da ação para R$ 25 (Imagem: Shutterstock)
Apesar do corte, o BTG elevou o preço alvo da ação para R$ 25 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O BTG Pactual decidiu reduzir o nível de otimismo com as ações da Gerdau (GGBR4). Nesta sexta feira (23), o banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis e uma relação risco retorno menos atrativa neste momento.
Apesar do corte na recomendação, o BTG elevou o preço alvo da ação de R$ 20 para R$ 25 no fim de 2026. Mesmo assim, o potencial de valorização estimado é de apenas 8,3% em relação ao fechamento da última quinta-feira (22), quando a ação encerrou cotada a R$ 23,08.
Segundo os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Bruno Henriques, a visão estrutural sobre a empresa não mudou. Para o banco, a Gerdau segue como a melhor operação do setor siderúrgico no Brasil. 
O ajuste, porém, reflete uma decisão essencialmente ligada a valuation, após a alta de cerca de 40% acumulada nos últimos seis meses.
Na avaliação do BTG, os rendimentos de geração de caixa ficaram mais apertados. O yield de fluxo de caixa, que antes girava entre 10% e 11%, agora está mais próximo da faixa de 6% a 7%, reduzindo a margem de segurança para o investidor.
O relatório também reforça o cenário de duas realidades distintas para a companhia. As operações nos Estados Unidos seguem com desempenho muito forte, enquanto o mercado brasileiro continua pressionado, com fundamentos mais fracos e baixa rentabilidade.
Outro ponto de cautela envolve os processos antidumping em andamento no Brasil. O banco não vê benefícios concretos para a Gerdau em 2026, o que limita expectativas de recuperação mais rápida do mercado doméstico.
Com a mudança de recomendação, as ações da siderúrgica passaram a cair no pregão desta sexta feira e figuraram entre as maiores baixas do Ibovespa ao longo do dia. Ainda assim, no acumulado de 2026, os papéis já registram valorização próxima de 12%.

EUA já no preço

Para o BTG, o bom momento da operação norte americana já está amplamente refletido nos preços das ações. 
Embora a divisão dos Estados Unidos continue apresentando margens elevadas e desempenho sólido, o banco acredita que o espaço para revisões positivas de lucro é mais limitado daqui para frente.
Os analistas também citam riscos ligados à revisão do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá. Eventuais mudanças no regime de tarifas ou adoção de cotas poderiam reduzir os spreads atualmente elevados, afetando a rentabilidade regional.

O que esperar do 4T25?

Para o quarto trimestre de 2025, o BTG projeta números mais fracos, especialmente no Brasil, impactados por sazonalidade e por um ambiente doméstico ainda desafiador.
A divisão dos Estados Unidos deve continuar sendo o principal destaque positivo, com margens próximas de 21% e respondendo por mais de 70% da geração de Ebitda da companhia no período.
No Brasil, por outro lado, o banco espera uma das menores rentabilidades da história recente, com margens de Ebitda entre 6% e 7%, mesmo considerando a contribuição do segmento de aços especiais.
📊 A geração de caixa no trimestre deve ser positiva, mas concentrada principalmente na liberação de capital de giro, um movimento típico do fim do ano, segundo os analistas.

GGBR4

GERDAU
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R$ 23,07

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