Aura (AURA33) anuncia US$ 55,1 milhões em dividendos
O pagamento está previsto para ocorrer até 26 de março de 2026, em reais.
Nesta quinta-feira (2), a Aura Minerals (AURA33) anunciou um programa de conversão de BDRs em ações da Nasdaq. Em comunicado divulgado ao mercado, a companhia destacou que vai abrir um prazo de um mês para que os investidores decidam pela operação.
No acordo fechado pela mineradora, cada três BDRs darão direito a uma ação negociada na bolsa dos Estados Unidos. No fechamento da última quarta, os papeis fecharam em R$ 65,80 na B3, enquanto eram negociados a US$ 37.
Portanto, na conversão direta, os investidores não serão beneficiados pela operação, mas também não perderão dinheiro. Os investidores só poderão fazer um pedido de conversão dentro do prazo estipulado pela companhia.
Os interessados terão entre os dias 6 de outubro e 6 de novembro para informar que querem entrar na lista. Esse é o chamado período de subsídio, quando a conversão não terá nenhum tipo de cobrança.
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O banco responsável pelo envio das informações é o Bradesco, que também vai avaliar se os BDRs cumprem os requisitos para serem transformados. As conversões que forem realizadas fora do prazo e das condições estabelecidas pela Aura estarão sob a responsabilidade do investidor.
O processo de conversão dos BDRs faz parte dos planos da companhia para concentrar a negociação de seus papeis nos EUA. A empresa garante que não tem relação com o desempenho financeiro.
Atualmente, o valor de mercado da companhia é de US$ 2,5 bilhões, equivalente a mais de R$ 13 bilhões na cotação do dólar atual. A empresa chegou à bolsa norte-americana em julho deste ano, quando resolveu ampliar a sua presença no mercado de capitais global.
Desde o IPO (Oferta Pública de Ações), os papeis da companhia nos EUA já cresceram mais de 100%. Na ocasião, a empresa conseguiu precificar os papeis em US$ 24 e levantar mais de R$ 1 bilhão.
No mês passado, a empresa já havia atingido um de seus objetivos, que era ampliar a liquidez de seus papeis junto aos investidores globais. Com isso, a movimentação diária dos papeis era de US$ 10 milhões, o que chama a atenção dos investidores.
A Aura é uma mineradora canedense que tem foco especial na busca e exploração de metais preciosos, caso do ouro. As operações da companhia estão concentradas na América Latina, especialmente no Brasil, México e Honduras.
O pagamento está previsto para ocorrer até 26 de março de 2026, em reais.
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
Só o metal prateado viu a sua cotação se desvalorizar -25%, a maior queda diária desde a crise financeira de 2008.
Investidores recorrem a ativos de reserva de valor e proteção, como o ouro, em meio às tensões geopolíticas em 2026.
A mineradora produziu mais de 82 mil onças de ouro no 4T25, atingindo o guidance do ano.
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.
Demanda dos investidores pelo metal precioso geralmente costuma disparar em viradas de ano.
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