BRB (BSLI4) cobra dívida de R$ 799 mil de ex-presidente investigado no caso Master
O banco alega que Costa acumulou inadimplência em quatro operações de crédito firmadas com a instituição ao longo de três anos.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu um processo para investigar possíveis irregularidades no processo de elaboração e aprovação dos resultados financeiros de 2024 do BRB (BSLI4).
🏦 O processo mira toda a cúpula do BRB. Isto é, o presidente Paulo Henrique Costa, os diretores e os membros do Conselho de Administração do Banco de Brasília.
A CVM apura a responsabilidade dos administradores do banco na elaboração das demonstrações financeiras do ano passado e na convocação intempestiva (fora do prazo legal) de assembleia de acionistas.
⚖️ O processo é do tipo sancionador. Logo, já conta com acusações formuladas contra os investigados e deve ir a julgamento no colegiado da CVM. As acusações, no entanto, ainda não são públicos.
Em comunicado publicado nesta terça-feira (15) após o fechamento do mercado, o BRB disse que o processo está relacionado ao atraso de sete dias úteis na divulgação do balanço de 2024.
Além disso, o banco reiterou "o compromisso com a integridade das informações prestadas ao mercado" e disse que "permanecerá à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos adicionais no âmbito do referido processo".
Segundo dados da CVM, o processo foi aberto em 26 de junho e está na fase de chamamento dos acusados.
💲 O BRB reportou um lucro líquido recorrente de R$ 282 milhões em 2024, um resultado 40,9% superior ao de 2023.
Em nota divulgada junto com o balanço, Paulo Henrique Costa disse que "o desempenho de 2024 reflete o amadurecimento da estratégia de transformação do BRB".
"Modernizamos a operação, melhoramos a experiência do cliente, fortalecemos o crédito e nos consolidamos como um banco completo, eficiente e digital, comprometido com o desenvolvimento econômico e social", acrescentou o presidente do BRB.
Segundo o banco, a sua base de clientes cresceu 17,4% e atingiu 8,9 milhões de pessoas em 2024. Com isso, os ativos totais do banco cresceram 24,1%, chegando a R$ 61 bilhões. Já a carteira de crédito avançou 20,2%, superando os R$ 43 bilhões.
Vale lembrar que em março o BRB também anunciou o plano de comprar 58% do Banco Master, por cerca de R$ 2 bilhões. O negócio ainda depende da aprovação do BC (Banco Central).
O banco alega que Costa acumulou inadimplência em quatro operações de crédito firmadas com a instituição ao longo de três anos.
FII deve reunir 9 imóveis avaliados em US$ 6,5 bi, que devem ser cedidos pelo Distrito Federal.
O aumento de capital também prevê uma subscrição mínima de R$ 529 milhões.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.
Decisão busca o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo BRB em transações com o Master.
Ideia é emitir até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 5,29 cada.
Federalização é vista como alternativa mais complexa, mas deve ser analisada pelo conselho da estatal.
O texto autoriza o Executivo local a contratar até R$ 6,6 bilhões em crédito junto ao FGC e outras instituições financeiras.
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