Banco de Brasília (BSLI4): Marcelo Talarico e Luis Resende deixam Conselho
A instituição não informou quem assumirá as vagas deixadas no Conselho.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu um processo para investigar possíveis irregularidades no processo de elaboração e aprovação dos resultados financeiros de 2024 do BRB (BSLI4).
🏦 O processo mira toda a cúpula do BRB. Isto é, o presidente Paulo Henrique Costa, os diretores e os membros do Conselho de Administração do Banco de Brasília.
A CVM apura a responsabilidade dos administradores do banco na elaboração das demonstrações financeiras do ano passado e na convocação intempestiva (fora do prazo legal) de assembleia de acionistas.
⚖️ O processo é do tipo sancionador. Logo, já conta com acusações formuladas contra os investigados e deve ir a julgamento no colegiado da CVM. As acusações, no entanto, ainda não são públicos.
Em comunicado publicado nesta terça-feira (15) após o fechamento do mercado, o BRB disse que o processo está relacionado ao atraso de sete dias úteis na divulgação do balanço de 2024.
Além disso, o banco reiterou "o compromisso com a integridade das informações prestadas ao mercado" e disse que "permanecerá à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos adicionais no âmbito do referido processo".
Segundo dados da CVM, o processo foi aberto em 26 de junho e está na fase de chamamento dos acusados.
💲 O BRB reportou um lucro líquido recorrente de R$ 282 milhões em 2024, um resultado 40,9% superior ao de 2023.
Em nota divulgada junto com o balanço, Paulo Henrique Costa disse que "o desempenho de 2024 reflete o amadurecimento da estratégia de transformação do BRB".
"Modernizamos a operação, melhoramos a experiência do cliente, fortalecemos o crédito e nos consolidamos como um banco completo, eficiente e digital, comprometido com o desenvolvimento econômico e social", acrescentou o presidente do BRB.
Segundo o banco, a sua base de clientes cresceu 17,4% e atingiu 8,9 milhões de pessoas em 2024. Com isso, os ativos totais do banco cresceram 24,1%, chegando a R$ 61 bilhões. Já a carteira de crédito avançou 20,2%, superando os R$ 43 bilhões.
Vale lembrar que em março o BRB também anunciou o plano de comprar 58% do Banco Master, por cerca de R$ 2 bilhões. O negócio ainda depende da aprovação do BC (Banco Central).
A instituição não informou quem assumirá as vagas deixadas no Conselho.
Segundo o depoimento de Vorcaro, o BC teria indicado a venda como benéfica para o sistema financeiro naquele momento.
Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação para aporte de capital por parte do BC.
BRB ainda calcula prejuízos, mas diz que o governo do DF pode ajudar a cobrir eventuais perdas.
O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.
Apelo é para que o Poder Judiciário preserve a autoridade técnica das decisões do BC.
Ministro do STF disse que discutiu as sanções da Lei Magnistky com o presidente do BC.
A Fitch rebaixou os ratings do Banco de Brasília, devido aos riscos deflagrados pelo caso Master.
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