Telefônica Brasil (VIVT3) já separa R$ 200 milhões aos acionistas para 2027
Empresa de telefonia, dona da marca Vivo, pagará juros sobre o capital próprio (JCP).
Imagine que você teve um filho, ele cresceu e agora já está maior que você. Pode parecer um destino comum no mundo familiar, mas no dos negócios não é tão frequente assim.
Mas é exatamente isso que acontece com a Vivo (VIVT3), que já vale mais que sua controladora espanhola Telefónica.
Depois que a companhia divulgou seu balanço do quarto trimestre, os investidores passaram a apostar ainda mais no ativo. Com isso, a empresa atingiu um valor de mercado superior a R$ 137 bilhões.
Em contrapartida, a Telefónica, que negocia seus papéis na Bolsa de Madri, tem valor de mercado em cerca de 20 bilhões de euros. Na conversão atual, isso equivale a aproximadamente R$ 123 bilhões, o que representa uma diferença de cerca de 10% entre as duas companhias do mesmo grupo.
Na Europa, a empresa vem enfrentando um período de marasmo, que levou as ações a caírem mais de 15% nos últimos 12 meses. Os papéis, que já chegaram a negociar na faixa de 22 euros, hoje giram em torno de 3,50 euros, segundo dados da bolsa local.
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Esse movimento é motivado por mudanças na estratégia da companhia, que incluem cortes na distribuição de dividendos, por exemplo. Além disso, as projeções futuras não animam os investidores, que ainda não sabem se voltarão a expor suas carteiras ao ativo.
Já no Brasil, o movimento da Vivo reflete o bom desempenho da companhia, que acumula valorização de cerca de 25% desde o início do ano. A operadora vive um momento favorável na bolsa, com investidores apontando o papel como uma opção atrativa de investimento.
Soma-se a isso o fato de que a Vivo enfrenta um ambiente competitivo menor do que sua matriz europeia. No mercado brasileiro, são três grandes companhias para uma população de cerca de 220 milhões de pessoas. Já no continente europeu, são mais de 30 empresas disputando um público aproximado de 600 milhões.
Além da Vivo, a Telefónica controla outras marcas que operam em mercados da América do Sul. É o caso da Movistar, presente em países como Argentina, Chile, Peru, México e Colômbia.
Mesmo com o cenário positivo para a Vivo, nem todos os bancos de investimento avaliam que a companhia é a melhor escolha neste momento. O JP Morgan, por exemplo, faz outra aposta e aponta a TIM como a principal escolha do setor de telecomunicações no Brasil.
Em relatório recente, os analistas afirmaram que a operadora pode crescer até 5% na receita de serviços ao longo de 2026, ampliando suas margens. Diante disso, elevaram o preço-alvo da ação de R$ 26 para R$ 26,50, em linha com o patamar atual dos papéis na B3.
Empresa de telefonia, dona da marca Vivo, pagará juros sobre o capital próprio (JCP).
A dona da Vivo aprovou mais uma redução de capital, mediante restituição aos acionistas.
O executivo assumirá novas responsabilidades como Chief Financial Officer.
A base de clientes pós-pagos aumentou 6,5% em 12 meses.
Terão direito ao provento os investidores com posição acionária registrada até o fechamento do pregão de 23 de fevereiro de 2026.
Proventos serão pagos até abril de 2026; ações entram em data ex a partir de 1º de janeiro.
Empresa manterá serviço apenas em cidades sem concorrência, conforme acordo fechado com a Anatel.
A medida segue a diretriz adotada no ano passado, quando o conselho aprovou outra redução de capital no valor de R$ 2 bilhões.
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