BRB (BSLI4) renova diretoria após crise envolvendo o Banco Master; veja como fica
O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.
O BRB (BSLI4) ainda faz as contas de quanto pode ter perdido ao apostar no Banco Master, que está sendo alvo de investigações por supostas fraudes financeiras.
💲 Contudo, garante que já tem um plano para cobrir eventuais prejuízos, o que pode envolver um aporte direto do seu controlador, o governo do Distrito Federal.
Em nota divulgada na terça-feira (13), o BRB disse que "a apuração de possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda está sendo realizada pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll".
E seguiu: "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco".
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha chegou a admitir no final do ano passado a possibilidade de o governo injetar dinheiro no BRB. Porém, nos últimos dias, indicou que o governo estaria arrecadando menos do que o esperado e, por isso, poderia ter que cortar despesas.
Leia também: PF faz nova operação para investigar fraudes financeiras no Banco Master
Diante da dúvida, o BRB garantiu que continua com uma situação financeira robusta, o que inclui um patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões.
Além disso, lembrou que é um dos credores da liquidação extrajudicial do Banco Master. Por isso, ainda pode receber algum reembolso da instituição.
"O Banco reforça que permanece sólido, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais", disse o BRB.
De acordo com a PF (Polícia Federal), o Master teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. Só o BRB injetou mais de R$ 12 bilhões na instituição. Em novembro, o banco disse que já havia recuperado mais de R$ 10 bilhões desse valor.
No ano passado, o BRB ainda tentou comprar uma fatia do Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.
Depois das investigações, o governo do Distrito Federal trocou o presidente do BRB, dando início a uma ampla renovação da administração do banco.
Já sob a administração de Nelson Antônio de Souza, o BRB anunciou novos diretores nesta semana e ainda convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para o próximo dia 19 de fevereiro para eleger novos membros para o seu Conselho de Administração.
Em nota, o banco disse que também aprimorou seus controles internos, para manter as carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.
O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.
Apelo é para que o Poder Judiciário preserve a autoridade técnica das decisões do BC.
Ministro do STF disse que discutiu as sanções da Lei Magnistky com o presidente do BC.
A Fitch rebaixou os ratings do Banco de Brasília, devido aos riscos deflagrados pelo caso Master.
O BRB chegou a investir mais de R$ 12 bilhões no Master, em operações com indícios de fraude.
O governador do DF indicou dois nomes diferentes para a presidência do BRB após a operação.
O BRB foi alvo da operação da PF que levou à prisão do presidente do Banco Master.
Estatal está no olho do furacão diante de fraude bilionária junto ao Banco Master, apontada pela Polícia Federal.
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