BRB, o Banco de Brasília (BSLI4), desaba até 25% em apenas um pregão; entenda
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
O BRB (BSLI4) busca um parecer externo independente (fairness opinion) sobre a compra do Banco Master.
Em comunicado enviado nessa segunda-feira (19) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o BRB disse que "está conduzindo um processo preliminar de levantamento de cotações com empresas especializadas nesse tipo de avaliação".
A instituição ainda sugeriu que o serviço não deve custar R$ 17,1 milhões, como publicou o "Valor Econômico".
🏦 O BRB disse que "não recebeu propostas nos valores mencionados" na reportagem. Além disso, ressaltou que ainda não concluiu o processo de seleção ou firmou qualquer contrato.
Segundo o "Valor Econômico", o BRB teria tido dificuldades para contratar o serviço de outros bancos, que costumam cobrar US$ 500 mil por esse tipo de parecer. Ou seja, cerca de R$ 2,8 milhões na cotação atual.
Por isso, a tendência era de que a instituição recorresse a uma firma de auditoria para obter a avaliação, o que poderia encarecer o serviço.
O entendimento é de que a "fairness opinion" seria necessária para a compra do Banco Master já que a operação é complexa e o BRB é um banco público.
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O BRB anunciou no final de fevereiro um acordo para a compra de 58% do capital social do Banco Master.
💲 O negócio é avaliado em cerca de R$ 2 bilhões e, de acordo com o BRB, está em linha com "sua estratégia de expansão e fortalecimento de sua posição no mercado financeiro".
A avaliação do Banco de Brasília é de que o Banco Master agrega expertise em cartão de crédito consignado, câmbio, mercado de capitais e atacado ao seu negócio.
Já o Will Bank, banco digital do Grupo Master, poderia contribuir com a sua presenta digital, viabilizando um atendimento mais ágil e eficiente, sobretudo do público de baixa renda.
A operação, no entanto, foi recebida com cautela pelo mercado financeiro, mas também por acionistas minoritários, políticos e promotores do Distrito Federal. Isso porque o Master vinha executando uma política agressiva de captação de crédito nos últimos meses, a ponto de já deter uma das maiores carteiras de passivos do país.
Deputados e promotores ainda questionaram o processo de aprovação do negócio. E o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios chegou a pedir que a Justiça barrasse a compra. No entanto, ao final, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal permitiu a continuidade do processo.
A compra do Banco Master pelo BRB, contudo, ainda depende da aprovação do BC (Banco Central) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
Estatal precisa recompor o seu capital e, para isso, pode ter que vender ativos ou receber dinheiro do governo.
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A instituição não informou quem assumirá as vagas deixadas no Conselho.
Segundo o depoimento de Vorcaro, o BC teria indicado a venda como benéfica para o sistema financeiro naquele momento.
Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação para aporte de capital por parte do BC.
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O banco anunciou dois novos diretores e trocou o comando da sua DTVM e financeira.
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