Banco do Brasil (BBAS3) pode perder R$ 5 bi com liquidação do Banco Master

Visando acelerar a recomposição do caixa, o FGC antecipou 5 anos de contribuições e elevou taxas em até 50% temporariamente.

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Publicado em 13/02/2026 às 20:11h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 13/02/2026 às 20:11h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
O impacto imediato envolve a saída de cerca de R$ 5 bilhões da tesouraria (Imagem: Shutterstock)
O impacto imediato envolve a saída de cerca de R$ 5 bilhões da tesouraria (Imagem: Shutterstock)
💰A liquidação extrajudicial do Banco Master pode custar aproximadamente R$ 5 bilhões ao Banco do Brasil (BBAS3). A estimativa foi apresentada pelo vice presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias, em entrevista coletiva.
Segundo o executivo, os recursos sairão diretamente do caixa do banco para reforçar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que foi pressionado pelos pagamentos realizados a credores de empresas ligadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro.
O FGC decidiu acelerar a recomposição de sua liquidez após o impacto das garantias honradas. A estratégia inclui antecipar cinco anos de contribuições futuras e elevar temporariamente em até 50% as contribuições regulares, até que o nível de caixa volte ao patamar considerado adequado.

Recursos deixam de render

No caso do Banco do Brasil, o impacto imediato envolve a saída de cerca de R$ 5 bilhões da tesouraria. Tobias afirmou que a antecipação das contribuições tem efeito patrimonial, pois representa a transferência de recursos do balanço do banco para o fundo.
O executivo destacou, no entanto, que há custo financeiro na operação. “Tiramos R$ 5 bilhões do caixa e perdemos a receita de oportunidade desse dinheiro na tesouraria, que poderia render a Selic”, afirmou. “É importante ter um FGC sólido, mas estamos abrindo mão de receita.”

Despesa anual também sobe

Além do reforço inicial, a contribuição anual do banco ao FGC também deve aumentar. Segundo Tobias, o valor pago por ano pode subir de cerca de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão, o que representa uma despesa adicional de aproximadamente R$ 500 milhões anuais na demonstração de resultados.
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, comparou o funcionamento do FGC a um condomínio, no qual todos precisam contribuir quando há necessidade de reforço. “O FGC é um seguro que protege alguns perfis de operação, não é argumento de venda”, afirmou.
📈 A executiva também declarou que o episódio deve servir de aprendizado regulatório, ressaltando que o sistema financeiro brasileiro é robusto, mas pode ser aprimorado a partir da análise das falhas identificadas no caso.

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