Azul (AZUL53) propõe grupamento de ações, na proporção de 150 mil para 1

O objetivo é que ações retomem a cotação mínima de R$ 1 e deixem de ser negociadas em lotes na B3.

Author
Publicado em 04/03/2026 às 07:45h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 04/03/2026 às 07:45h Atualizado 2 minutos atrás por Marina Barbosa
Ações da Azul passaram a valer centavos durante o processo de recuperação judicial (Imagem: Shutterstock)
Ações da Azul passaram a valer centavos durante o processo de recuperação judicial (Imagem: Shutterstock)
Já pensou em transformar 150 mil ações em um único papel? Pois esta foi a proposta de grupamento apresentada pela Azul (AZUL53) nessa terça-feira (3).
💲 A companhia aérea emitiu trilhões de novas ações durante o processo de recuperação judicial, seja para levantar novos recursos ou para abater a dívida. Por isso, os papeis passaram a valer menos de 1 centavo e vêm sendo negociados em lotes de 1 milhão de ações na B3.
A Bolsa brasileira, no entanto, impõe limites às chamadas penny stocks (ações que valem centavos) por causa da alta volatilidade desses papeis. Por isso, pediu que a Azul enquadrasse a cotação das suas ações em um valor igual ou superior a R$ 1.
A saída encontrada pela Azul foi o grupamento de ações. A companhia agrupou as suas ações ordinárias na proporção de 75 para 1 em fevereiro. E, agora, propôs um novo grupamento, com uma proporção bem maior.

A proposta de grupamento

📈 A ideia da Azul é agrupar todas as ações ordinárias na proporção de 150 mil para 1, sem alterar o seu capital social.
A proposta ainda precisa receber o aval dos acionistas da aérea, em uma assembleia geral convocada para o próximo dia 25 de março.
Se o grupamento for aprovado em assembleia, os acionistas da Azul terão até o dia 14 de abril para ajustar as suas posições em lotes múltiplos de 150 mil ações ordinárias. Isso porque as ações ordinárias da aérea passarão a ser negociadas de forma exclusivamente grupada a partir de 17 de abril.
Com o grupamento, o número de ações da Azul cairá de 54,73 trilhões para 364,8 milhões de papeis ordinários.  
Dessa forma, a ação da Azul deve retomar o patamar mínimo de R$ 1 exigido pela B3 e ainda deve deixar de ser negociada em lotes. Segundo a empresa, o lote padrão de negociação será reduzido 1 milhão para 1 ação no caso dos papeis ordinários. 
"O Grupamento tem por objetivo atender a pedido expresso recebido da B3, com base na regulamentação aplicável, de modo que as ações da Companhia passem a ter novamente valor individual superior a R$ 1,00 evitando a necessidade de continuar sua negociação por meio de lotes", afirmou.

Azul supera a recuperação judicial

✈️ Com esse movimento, a Azul tenta deixar para trás os últimos resquícios da recuperação judicial.
A aérea anunciou a saída do processo de reestruturação no dia 20 de fevereiro, após reduzir a dívida e levantar novos recursos. E, agora, diz estar no seu melhor momento, pronta para voltar a focar nas suas operações e a gerar retorno para os seus investidores.
Com a saída da recuperação judicial, a S&P e o Bradesco BBI deram um voto de confiança à Azul, melhorando a nota de crédito e a recomendação para as ações da aérea, respectivamente.
A expectativa da S&P é de que a Azul mantenha um sólido desempenho operacional e uma estrutura de capital mais enxuta, com alavancagem controlada, a partir de agora. E isso pode dar um impulso para as ações da companhia, na avaliação do Bradesco BBI. Os analistas elevaram para R$ 273 o preço-alvo para as ações da Azul, considerando o lote de 1 milhão de ações.
O ativo era cotado a R$ 219 no fechamento de terça-feira (3), antes de a Azul apresentar a nova proposta de grupamento.

AZUL53

AZUL
Cotação

R$ 0,00

Variação (12M)

- Logo AZUL

Margem Líquida

-12,29 %

DY

0%

P/L

-4,65

P/VP

-0,45