Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Após protocolar seu pedido de recuperação judicial, a Azul (AZUL4) teve suas classificações de risco rebaixadas pelas agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings. A S&P Global Ratings rebaixou o rating da empresa de "CCC-" para "D" e alterou a classificação das notas seniores sem garantia para "D", retirando a nota de recuperação anterior.
✈️ Além disso, a Fitch Ratings rebaixou os ratings da Azul de "CCC-" para "D" e de "CCC-(bra)" para "D(bra)" na escala nacional. A agência ainda atualizou a classificação das notas seniores garantidas da Azul para "C" com nota de recuperação "RR4" e reafirmou a classificação das notas não garantidas em "C" com nota de recuperação "RR6".
A mudança do rating também veio no mesmo dia em que a B3 anunciou que irá excluir as ações da AZUL4 de todos os seus índices. Segundo comunicado da bolsa, a participação será redistribuída entre os outros integrantes da carteira com o ajuste dos redutores. A partir de então, os valores mobiliários da companhia serão negociados sob o título de "Outras Condições".
Na última quarta-feira (28), a Azul comunicou que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A companhia aérea explicou que o processo de recuperação "permite às empresas operar e atender seus públicos de interesse normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira".
💸 A empresa conta com um processo que inclui US$ 1,6 bilhão em financiamento, a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas e US$ 950 milhões em novos aportes de capital. A medida tem ainda o apoio de stakeholders importantes, como detentores de títulos, a AerCap e as parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines.
Leia também: Azul (AZUL4) será removida dos índices da B3 (B3SA3)
Segundo John Rodgerson, CEO da Azul, as dificuldades financeiras da empresa são atribuídas à pandemia de Covid-19, e às turbulências macroeconômicas, conforme comunicado aos investidores. Em nota, o Ministério dos Portos e Aeroportos disse que "acompanha com atenção o processo de recuperação judicial da companhia aérea Azul".
💲 Cabe lembrar que a empresa viu seu prejuízo ajustado saltar 460,4% no 1º trimestre de 2025, a R$ 1,8 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros e impostos) caiu 2,1% em base anual, para R$ 1,3 bilhão. A margem Ebitda também seguiu a mesma linha e recuou 4,6 pontos percentuais em relação ao trimestre de anterior.
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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