Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
🚨 As ações da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL54) protagonizaram um dos pregões mais voláteis do ano nesta segunda-feira (8), destoando completamente do restante da bolsa.
Mesmo sem fato relevante divulgado pelas companhias, os papéis dispararam em meio a rumores de short squeeze e expectativas de uma eventual fusão no setor aéreo.
As ações da Azul fecharam o dia com alta de 31,30%, cotada a R$ 1,51, após entrar em leilão pela forte oscilação. A Gol também foi suspensa temporariamente pela B3 e fechou com ganhos de 17,16%, negociada a R$ 7,10.
Na máxima do dia, as ações da Azul disparava 63,48%, cotada a R$ 1,88 e a Gol subia 43,40%, negociada a R$ 8,69.
O short squeeze ocorre quando uma ação com grande volume de posições vendidas dispara de preço, forçando investidores que apostaram na queda (os chamados “vendidos”) a recomprar os papéis para limitar prejuízos.
Essa corrida pela recompra cria ainda mais pressão de compra, impulsionando a valorização em ritmo acelerado.
No caso da Azul, especialistas acreditam que essa dinâmica pode estar em curso, sobretudo após as fortes quedas acumuladas nos últimos meses que deixaram o papel em patamares historicamente baixos.
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Outro fator que reacende o apetite do mercado é a possibilidade de uma fusão entre Azul e Gol, tema que já circula no setor aéreo desde o início do ano.
Na época, investidores aguardavam a conclusão do Chapter 11 (recuperação judicial nos Estados Unidos) da Gol como condição essencial para um eventual negócio.
A companhia conseguiu encerrar o processo, mas, em contrapartida, a Azul entrou recentemente no mesmo mecanismo de proteção judicial, o que reverteu os papéis de cada empresa no radar do mercado.
Ainda assim, a fusão não saiu do mapa de possibilidades. Para alguns analistas, a junção poderia criar sinergias importantes e fortalecer a posição das duas companhias frente à Latam, completando a tríade de aéreas brasileiras que recorreram ao Chapter 11 nos últimos anos.
Em maio, Fábio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da Azul, afirmou que o foco da empresa está “100% na reestruturação”. Mesmo assim, o mercado segue atento a qualquer sinal de retomada nas negociações.
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A disparada de hoje deve ser interpretada com cautela. Embora o movimento chame a atenção, o fundamento operacional das companhias ainda enfrenta desafios relevantes, como altos custos de combustível, dívidas elevadas e incertezas sobre o ambiente macroeconômico.
No curto prazo, rumores de fusão e dinâmicas técnicas, como o short squeeze, podem continuar gerando volatilidade extrema.
💰 Já no longo prazo, a sustentabilidade da alta dependerá da reestruturação financeira das empresas e da capacidade de recuperar margens em um setor historicamente desafiador.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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