Azul (AZUL4) conclui reestruturação com arrendadores e fabricantes

Reestruturação permitirá a redução dos passivos de arrendamentos futuros da companhia em mais de R$ 1 bilhão por ano

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Publicado em 02/10/2023 às 14:41h - Atualizado 7 meses atrás Publicado em 02/10/2023 às 14:41h Atualizado 7 meses atrás por Juliano Passaro
(reprodução/Facebook Azul)
(reprodução/Facebook Azul)

A Azul (AZUL4) anunciou, no último domingo (1), a conclusão da reestruturação de suas obrigações com a maior parte dos seus arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos originais. Em março, a aérea anunciou que havia firmado um acordo com arrendadores.

A Azul informou que a reestruturação contemplou:
  • a eliminação das obrigações de pagamento de arrendamento que haviam sido anteriormente diferidas durante a pandemia de covid-19;
  • a redução permanente nos pagamentos contratuais de arrendamento, para novas taxas acordadas de mercado;
  • o diferimento de determinados pagamentos a arrendadores e fabricantes, bem como obrigações contratuais com fornecedores;
  • outras concessões, incluindo reduções nas obrigações de final de contrato de arrendamento e condições de devolução de aeronaves, eliminação de pagamentos de reservas de manutenção futuras e rescisão antecipada de determinados arrendamentos de aeronaves.

Como parte desses acordos, a subsidiária da Azul, Azul Investments LLP, emitiu US$370.490.204,00 em títulos de dívida sem garantia, com vencimento em 2030 e cupom de 7,5%, em contrapartida a determinados pagamentos e outras obrigações devidas a tais arrendadores e fabricantes.

Os arrendadores e fabricantes também concordaram em receber um total de até US$ 570 milhões em ações preferenciais da Azul a um valor de R$ 36,00 por ação.

"A emissão de todas as ações preferenciais abrangidas nesses contratos será feita em parcelas trimestrais, com início no terceiro trimestre de 2024 e com conclusão prevista para o quarto trimestre de 2027", destacou a Azul.

A Azul afirmou que esta reestruturação permitirá a redução dos passivos de arrendamentos futuros da companhia em mais de R$ 1 bilhão por ano.