Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
🚨 A Azul Linhas Aéreas (AZUL4) encontra-se em um ponto decisivo para o seu futuro financeiro. Nas últimas semanas, as ações da empresa despencaram 46%, muito além da queda observada entre seus concorrentes, que variou entre 4% e 5,5%.
O motivo: especulações sobre um possível pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, no famoso processo conhecido como Chapter 11.
Embora a Azul tenha prontamente negado essas alegações, o impacto no mercado foi imediato.
Em resposta ao cenário, o JPMorgan revisou suas estimativas para as ações da Azul. O banco reduziu o preço-alvo de R$ 19 para R$ 8,50, uma queda de 55%.
No entanto, mesmo com esse corte, a nova projeção ainda representa uma valorização significativa de 109% em relação ao valor de fechamento mais recente das ações, que estavam cotadas a R$ 4,07.
O JPMorgan mantém a recomendação neutra, esperando maior clareza sobre a renegociação das dívidas da empresa, que totalizam cerca de US$ 550 milhões em arrendamentos.
A Azul enfrenta desafios relacionados ao pagamento dessas obrigações e, segundo o JPMorgan, a empresa busca soluções que possam evitar uma diluição excessiva de capital.
Entre as alternativas mais discutidas está a possibilidade de que arrendadores assumam uma participação de 25% na companhia, em troca de US$ 550 milhões em títulos flutuantes.
Essa solução poderia marcar o início de uma nova fase para a empresa, permitindo que ela negocie termos mais favoráveis para melhorar sua liquidez e atrair novos investidores.
Além disso, o mercado tem acompanhado rumores de um possível aporte privado na ordem de US$ 200 milhões, além da emissão de um novo título garantido pelo setor de carga da Azul, que poderia levantar até US$ 400 milhões.
Contudo, a ausência de um acordo concreto até o momento mantém os investidores em alerta para o risco de uma eventual recuperação judicial.
➡️ Leia mais: Azul (AZUL4) atualiza guidance para 2024, veja o que mudou
De acordo com o JPMorgan, mesmo que a Azul consiga avançar em suas negociações, o caminho à frente ainda é desafiador.
As projeções indicam uma queima de caixa de R$ 550 milhões na segunda metade de 2024, impulsionada pelos vencimentos de dívidas e amortizações.
Como resultado, o banco revisou para baixo suas estimativas de receitas e Ebitda para os anos de 2024 e 2025, refletindo o aumento do risco associado à companhia.
Ainda assim, a Azul pode encontrar oportunidades no mercado doméstico.
O banco espera um aumento de 6% na capacidade consolidada da companhia em 2024, puxado por um crescimento de 8% no segmento doméstico.
📈 O cenário é favorecido pela reabertura do Aeroporto de Porto Alegre no último trimestre de 2024 e pela recente queda de 8% nos preços do combustível de aviação.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?