Ouro e prata voltam a brilhar e seus ETFs disparam até 7%
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
A Aura Minerals (AURA33) deu entrada em um pedido de potencial oferta pública de ações nos Estados Unidos, visando o registro e a listagem na Nasdaq Global Select Market, sob o código “AUGO”.
💸 A quantidade de papéis e o intervalo de preços da oferta ainda não foram definidos. A mineradora destacou ainda que a efetivação da oferta está condicionada à finalização da revisão regulatória por parte da SEC, além das condições de mercado.
Além disso, a operação não contempla direito de preferência para acionistas atuais nem para detentores de BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Já a coordenação global está a cargo de BofA Securities e Goldman Sachs, com participação de BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, National Bank of Canada, RBC e Scotiabank como instituições de apoio.
No 1º trimestre de 2025, a Aura Minerals reportou um prejuízo de US$ 73,2 milhões, quase oito vezes maior que o prejuízo de US$ 9,2 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A companhia atribui esse resultado, principalmente, ao aumento das despesas financeiras, decorrente de perdas não realizadas em operações de hedge de ouro, que totalizaram US$ 100,2 milhões no trimestre.
💰 Já a receita níquida atingiu US$ 161.804 no 1T25, representando um crescimento de 23% em comparação ao 1T24, influenciada por maiores vendas e preços do ouro, mas apresentou queda de 6% frente ao 4T24 devido ao menor volume de vendas. O resultado Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou US$ 81,4 milhões, com crescimento anual de 53%.
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
Só o metal prateado viu a sua cotação se desvalorizar -25%, a maior queda diária desde a crise financeira de 2008.
Investidores recorrem a ativos de reserva de valor e proteção, como o ouro, em meio às tensões geopolíticas em 2026.
A mineradora produziu mais de 82 mil onças de ouro no 4T25, atingindo o guidance do ano.
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.
Demanda dos investidores pelo metal precioso geralmente costuma disparar em viradas de ano.
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.
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