Assaí (ASAI3) anuncia R$ 140 milhões em JCP
O atacadista pagará um valor bruto de R$ R$ 0,10 por ação em junho de 2026.
🚨 O Assaí (ASAI3) anunciou nesta quarta-feira (24) que entrou com um pedido judicial para impedir a venda das ações do GPA (PCAR3) detidas pelo grupo francês Casino, seu ex-controlador.
A medida tem como objetivo resguardar a companhia de possíveis cobranças fiscais ligadas ao GPA, do qual se separou em 2021.
A notícia pressionou o mercado e os papéis do Assaí caíram 5,47%, fechando a R$ 9,16, enquanto o GPA recuou 3%, cotado a R$ 4,21.
O requerimento apresentado pelo Assaí solicita que as ações do GPA em posse do Casino fiquem indisponíveis para negociação, a menos que seja feito um depósito judicial como garantia.
A medida busca proteger a empresa contra cobranças fiscais que hoje somam R$ 36 milhões, referentes a um Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR) aberto pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Esse procedimento tem como alvo atribuir responsabilidade solidária ao Assaí por passivos do GPA, o que a rede de atacarejo contesta.
Segundo a companhia, o movimento é preventivo, já que existe a possibilidade de que o Casino venda sua participação remanescente no GPA.
O pedido liminar também inclui a exigência de que o próprio GPA apresente garantias suficientes para evitar que o Assaí seja afetado por contingências fiscais anteriores à cisão concluída em 31 de dezembro de 2020.
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Não é a primeira vez que a situação preocupa. Em 2024, o Assaí chegou a sofrer um arrolamento de R$ 1,265 bilhão por conta de contingências tributárias do GPA. A medida foi posteriormente cancelada, após o GPA assumir responsabilidade pelos passivos.
Entretanto, em 2025, a Receita Federal instaurou o PARR, de cerca de R$ 36 milhões, considerado mais grave que o arrolamento.
Fontes próximas às companhias afirmaram ao Estadão/Broadcast que o GPA acumula cerca de R$ 17 bilhões em contenciosos, a maior parte relacionada a questões tributárias, muitas ainda com teses frágeis em disputa judicial.
O Assaí reforçou em fato relevante divulgado em setembro de 2024 que, pelos instrumentos da cisão, não há solidariedade entre as empresas em relação a passivos anteriores a 31 de dezembro de 2020.
O comunicado cita o artigo 233 da Lei das Sociedades por Ações, que determina que cada companhia é responsável apenas por seus próprios débitos.
📊 Ainda assim, analistas avaliam que o movimento do Assaí é uma forma de se proteger não apenas desse caso específico, mas de um possível efeito cascata de cobranças, considerando o tamanho das contingências que recaem sobre o GPA.
O atacadista pagará um valor bruto de R$ R$ 0,10 por ação em junho de 2026.
Os fundos não possuem, neste momento, intenção de modificar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.
A companhia manteve as projeções para 2025, de investimentos entre R$ 1,0 e R$ 1,2 bilhão na visão caixa.
O Assaí reafirmou ainda sua projeção de encerrar 2025 com alavancagem próxima de 2,6 vezes.
O presidente da companhia, Belmiro Gomes, destacou que o consumidor segue pressionado por juros elevados, endividamento e o avanço das apostas esportivas.
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A companhia reportou um lucro líquido de R$ 162 milhões no período, representando um avanço anual de 74,2%.
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