Aegea: Gigante de R$ 60 bilhões dá passo decisivo rumo ao IPO na B3

Aegea já contratou bancos para estruturar oferta, mas espera janela de oportunidades.

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Publicado em 26/02/2026 às 16:42h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 26/02/2026 às 16:42h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Empresa já é um dos maiores nomes do saneamento básico do país (Imagem: Divulgação)
Empresa já é um dos maiores nomes do saneamento básico do país (Imagem: Divulgação)

Nesta quinta-feira (26), a Aegea informou ao mercado que recebeu aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para conversão de seu registro. Agora, a empresa se enquadra na categoria “A”, que abre caminho para a listagem de ações no balcão da bolsa de valores.

“A decisão representa uma etapa relevante no planejamento estratégico da companhia, ampliando sua flexibilidade para acessar o mercado de capitais, inclusive no contexto da eventual realização de uma oferta pública inicial de ações”, afirmou a companhia no comunicado.

A empresa esclareceu, no entanto, que não há decisões sobre uma eventual oferta de ações na B3. As discussões serão realizadas depois de outras aprovações regulatórias e se as condições do mercado se mostrarem favoráveis, destacou.

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Há pouco mais de duas semanas, a empresa foi avaliada em R$ 60 bilhões, depois que o fundo soberano de Cingapura aumentou a participação na companhia. Na operação, cada ação ficou precificada em R$ 55,29, valor que poderia ser replicado em uma oferta pública.

Neste momento, a marca se estabelece como uma das maiores no setor de saneamento básico dentro do Brasil. Acima dela, com esse valuation, só estariam nomes como o da Sabesp (SBSP3), hoje avaliada em mais de R$ 102 bilhões.

A Aegea atende quase 40 milhões de brasileiros, em diversos estados, tendo somado uma receita bruta de R$ 15,4 bilhões em 2024. O controle do negócio está nas mãos das famílias Toledo e Vettorazzo, por meio da holding Equipav, mas os Setúbal, sócios do Itaú (ITUB4), também têm uma participação relevante.

Embora não negocie os papéis na bolsa, a empresa já é bastante conhecida entre os investidores. Isso porque emite debêntures com frequência, o que atrai o interesse de parte dos investidores de renda fixa.

No ano passado, a empresa já havia informado ao mercado que contratou bancos e assessores de investimentos para apoiar um IPO (Oferta Pública Inicial, em português). Na ocasião, declarou que o objetivo era levantar até R$ 10 bilhões em investimentos por meio da venda de participações.

A possível operação acontece em um momento de alto índice de dívidas, com uma alavancagem de 3,7 vezes o resultado operacional. Por isso, o IPO seria uma saída para captar mais recursos sem aumentar ainda mais o indicador.