O ano de 2021 tem tudo para ser o recordistas em IPOs, com um número expressivo de empresas entrando na Bolsa de Valores, pelo menos é o que esperam os analistas de mercado e os investidores, afinal 2020 está ficando marcado por outro recorde, o de empresas entrando com pedido de IPO.

Sem dúvidas, participar de um IPO, pode ser uma grande oportunidade não só para as empresas que conseguem captar excelentes recursos para seus projeto, mas também para os investidores que em geral conseguem alavancar os seus rendimentos, aproveitando as significativas valorizações que costumam acompanhar uma oferta inicial de ações. 

Sendo assim, o investidor 10 preparou uma listagem completa com as empresas que entraram com pedido recente de IPO e que possuem grandes chances de figurar dentre as opções da Bolsa de Valores, já no próximo ano. Portanto, se você é daquele investidor que gosta de ficar atento e aproveitar muito bem as oportunidades que o mercado oferece, não deixe de conferir esse conteúdo especial até o final!

Homens de negócio discutem indicadores
Homens de negócio discutem indicadores – Foto: Freepik

Confira a listagem e um pequeno resumo sobre cada uma das empresas que estão na fila de IPOs da B3, logo abaixo:

Wine

Com pouco mais de 10 anos de mercado A Wine Club atua na comercialização de vinhos nacionais e internacionais, basicamente por três frentes: e-commerce, B2B e clube de assinaturas, sendo esse último o carro chefe da empresa que conta atualmente com mais de 200 mil assinantes em seu clube de assinaturas, que por sinal é considerado o maior clube de assinaturas do mundo.

Méliuz

O Méliuz pode ser visto como uma daquelas empresas no estilo startups, apresentando novas ideias e conceitos que definitivamente chamam a atenção do mercado e na maioria das vezes se convertem em bons resultados.

O Méliuz opera atualmente com mais de 1600 lojas parceiras, divulgando e oferecendo cupons de desconto e até mesmo cashback para compras realizadas pela internet. 

Com uma base composta por mais de 2 milhões de clientes, a Méliuz tem como sua principal fonte de receita o comissionamento que recebe das lojas por cada venda concretizada com origem na plataforma.

Açú Petróleo

A Açu Petróleo é uma empresa instalada no porto de mesmo nome (Porto do Açu), no interior do Rio de Janeiro, fundada por meio de uma parceria entre a Prumo Logística, (empresa que opera e administra o porto) e a alemã Oiltanking.

A empresa que é mais uma das que estão com previsão para estrear na Bolsa de Valores, pretende movimentar até 1,2 milhão de barris por dia.

Enjoei

Muito conhecida pelo público em geral, a Enjoei é uma plataforma de comércio colaborativo que tem como sua principal concorrente a OLX.

Com receita de R$ 29,6 milhões de reais e crescimento de 60% no último ano, a empresa acredita que possa obter resultados ainda melhores ao captar recursos junto aos investidores.

Gráficos de ações
Gráficos de ações – Foto: Freepik

Nissei

A Nissei é uma das gigantes do comércio varejista de medicamentos e produtos de perfumaria do país, com mais de 300 farmácias, distribuídas em 76 cidades nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo e receita líquida de R$ 759 milhões, somente no primeiro semestre deste ano.

A empresa destaca que pretende captar recursos na Bolsa de Valores para consolidar o crescimento da marca e expandir seus negócios, por meio da aquisição de concorrentes de menor porte.

Housi

A Housi opera uma plataforma para aluguel de apartamentos mobiliados com serviços integrados, como serviços de internet, água, energia elétrica, telefonia, TV a cabo e limpeza.

A empresa opera atualmente em São Paulo, mas pretende expandir em breve os seus negócios para outras capitais, dentre elas, Fortaleza, Curitiba, Goiânia, Recife e Rio de Janeiro. Sua receita líquida no primeiro semestre de 2020, foi de R$ 3,2 milhões de reais, número que chamou a atenção por ser o dobro do registrado pela empresa no ano anterior.

Granbio

A Granbio é uma empresa que aposta e acredita no futuro dos biocombustíveis, tendo como o seu principal negócio a produção de etanol a partir de celulose de biomassa de cana-de-açúcar.

A empresa que tem como um dos seus acionistas o BNDES, obteve uma receita líquida de R$ 33,5 milhões no ano de 2019.

MPR Participações

Empresa líder no varejo de produtos de limpeza à base de álcool, com 46% do market share nacional e 74 anos de história, a MPR registrou um lucro líquido de R$ 53,7 milhões e receita líquida de R$ 274,9 no segundo trimestre de 2020.

Dentre os objetivos da empresa com o seu pedido de IPO, estão a realização de investimentos na modernização de sua linha produtiva e o desenvolvimento de novos produtos.

Indicadores de ações
Indicadores de ações – Foto: Freepik

3R Petroleum

Especializada na operação de campos maduros de petróleo, a 3R Petroleum, entrou com um pedido de IPO na Bolsa de Valores, no início de setembro, com o objetivo de arrecadar recursos visando a aquisição de campos que estão sendo vendidos pela Petrobras.

No início deste ano, a empresa já havia captado R$ 708 milhões de reais junto ao BTG Pactual por meio da emissão de debêntures.

Emccamp

No final do mês de agosto, a construtora mineira Emccamp que possui mais de 40 anos de mercado e atua no desenvolvimento imobiliário focado no público de baixa e média renda da região sudeste do Brasil, pretende captar recursos no mercado para financiar novos projetos e fortalecer a sua posição de caixa.

HBR Realty

A HBR Realty empresa focada no segmento de renda imobiliária e que atua principalmente na capital do estado de São Paulo, investindo e atuando na gestão de ativos imobiliários corporativos como centros de conveniência, lajes corporativas de alto padrão e shoppings centers, ingressou com pedido de IPO na B3, com o objetivo de captar ao menos R$ 311 milhões para reforço de caixa e novas aquisições.

Aeris

Fundada em 2010, a Aeris atua no desenvolvimento de pás para turbinas e outros equipamentos destinados aos campos de exploração e geração de energia eólica no Brasil, tendo como seus principais clientes a General Electric e a WEG.

No primeiro semestre desse ano a empresa registrou uma importante receita líquida de R$ 753 milhões de reais. Os recursos a serem captados na sua oferta inicial de ações devem ser empregados na expansão dos negócios da empresa e no investimento em sua estrutura fabril, apostando no crescimento da produção eólica mundial nos próximos anos.

Gráficos fundamentalistas
Gráficos fundamentalistas – Foto: Freepik

Havan

A Havan, empresa do mega empresário Luciano Hang é uma das gigantes do comércio varejista brasileiro com 149 megalojas distribuídas em 121 municípios e uma das empresas mais aguardadas pelos investidores dentre as empresas que devem aparecer na Bolsa de Valores pela primeira vez já no próximo ano.

Com a captação de recursos por meio de uma oferta inicial de ações, espera-se que a Havan que marca grande presença no sul do país, possa expandir seus negócios por boa parte do território nacional.

Mosaico Ventures

Detentora de marcas como Zoom, Buscapé, Bondfaro, QueBarato, a Mosaico Ventures espera arrecadar cerca de R$ 340 milhões de reais com a sua oferta pública de ações. 

Os recursos arrecadados devem ser empregados para a quitação de um negócio milionário que envolveu a compra site Buscapé.

CFL

A CPF é mais uma das empresas do ramo da incorporação imobiliária e construção civil a entrar com um pedido de IPO neste ano na Bolsa de Valores. Segundo apurações a empresa pretende obter recursos no mercado para o desenvolvimento de projetos.

Fundada em 1993 e com sede em Porto Alegre, a empresa afirma que possui mais de R$ 2,65 bilhões em terrenos para o desenvolvimento de novos projetos.

BRZ Empreendimentos

Atuante nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, a BRZ Empreendimentos tem como foco a construção e comercialização de habitações voltadas para o público do Programa Minha Casa Minha Vida e também do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A construtora pretende utilizar os recursos captados para investir em novos projetos, reduzir seu endividamento e fortalecer a posição de caixa da empresa.

Le Biscuit

A Le Biscuit é uma empresa de origem baiana, fundada em 1968 e que conta atualmente com 136 lojas próprias distribuídas em 14 estados e 74 municípios do país e também um e-commerce próprio.

Com a expectativa de arrecadar 1,5 bilhão a Le Biscuit pretende expandir a sua rede de lojas, investir em tecnologia e fortalecer a sua posição de caixa.

Mercado de ações
Mercado de ações – Foto: Freepik

Urba

A Urba que pertence ao grupo MRV, foi fundada em 2012 e tem como seu principal negócio a estruturação e comercialização de loteamentos pelo país. Com o seu pedido de IPO, a Urba afirma que deseja fortalecer o seu caixa e também investir em novos projetos e na aquisição de terrenos visando novos lançamentos imobiliários.

A operação será coordenada pelo Banco BTG Pactual e também por outras instituições financeiras como o Itaú BBA, o Bradesco BBI, o Santander e a Caixa Econômica Federal.

Navios South American Logistics

A Navios South American Logistics é uma das maiores companhias de logística da região da Hidrovia Paraguai-Paraná.  A empresa que possui sede na Ilhas Marshall, pretende utilizar os recursos a serem captados por meio do IPO, para o financiamento de despesas, liquidação de empréstimos e reforço de caixa.

O tamanho do patrimônio da empresa impressiona, são cerca de 340 embarcações, dentre navios, rebocadores, e barcaças, além de uma doca flutuante.

Elfa

A fornecedora de medicamentos Elfa protocolou recentemente o seu pedido de IPO, junto a B3, a empresa que tem sede em Brasília pretende captar recursos no mercado para manter o forte ritmo de aquisições dos últimos anos.

Vale destacar, que a empresa que foi fundada em 1989, obteve no último ano uma impressionante receita líquida de R$ 1 bilhão de reais.

Yuni Incorporadora

Na esteira das demais construtoras e incorporadoras do país que entraram recentemente com um pedido de IPO na B3, a Yuni, uma das principais incorporadoras imobiliárias da região metropolitana de São Paulo.

A empresa que obteve um lucro líquido de R$ 40 milhões em 2019, pretende captar recursos no mercado para reforçar o seu capital de giro e adquirir novos terrenos para futuros lançamentos imobiliários.

Além da Yuni, e das demais construtoras já citadas nessa matéria, muitas outras como a Kallas, a Nortis, a Construtora Inter e a Patrimar, também preparam ou avaliam seus pedidos de IPO para o próximo ano.

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Mão de empresário segurando a palavra IPO formada por cubos de madeira – Foto: Freepik

Oceana Offshore

A Oceana é um dos maiores grupos do mercado de apoio marítimo em atividades offshore de produção de petróleo, com a segunda maior frota do Brasil, composta por 32 embarcações.

Com o seu recente pedido de IPO, a empresa pretende captar recursos no mercado para aquisição de empresas, compra de embarcações e atualização da frota.

Os números da empresa impressionam, uma vez que foram registrados somente em 2019, uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão de reais.

2W Energia

A 2W Energia, empresa que atua no segmento de energia limpa, como foco em sistemas solares e parques eólicos, solicitou recentemente o seu pedido de IPO a B3, com o objetivo de captar R$ 1,5 bilhão de reais para a construção de parques eólicos e solares no Nordeste do Brasil.

O BTG Pactual, Credit Suisse, XP Inc e Bank of America foram os bancos escolhidos para coordenar a oferta de ações.

CSN Mineração

A CSN, empresa que já opera na Bolsa de Valores brasileira, por meio do código CSNA3, aprovou recentemente em reunião do seu conselho de administração um pedido de IPO.

Já foram contratados os bancos Bank of America, XP Investimentos, BTG Pactual e Morgan Stanley para coordenar a operação que deve captar R$ 10 bilhões de reais apenas na oferta inicial.

Rede D’Or

O grupo hospitalar D’Or, um dos maiores do país também deve anunciar muito em breve o seu IPO na Bolsa de Valores. A Rede D’Or contratou o Bank of America, JPMorgan, BTG Pactual, Bradesco BBI e XP Investimentos para coordenar a oferta buscando uma avaliação de pelo menos 100 bilhões de reais.

Eleva Educação

A Eleva Educação, rede de escolas de ensino básico é mais uma das empresas que planejam uma oferta pública inicial de ações já para o próximo meses.

Fundada em 2013, a Eleva conta atualmente com 130 escolas e cerca de 100 mil alunos. Segundo fontes ligadas à empresa, O IPO movimentaria cerca de R$ 1,5 bilhão de reais.

Homens analisam indicadores
Homens analisam indicadores – Foto: Freepik

Allied

A Allied uma das maiores distribuidoras de produtos eletrônicos do Brasil, com sede em Jundiaí, São Paulo, entrou recentemente com um pedido de IPO junto a B3 e a CVM.

A operação da empresa que obteve 3,73 bilhões em receita líquida no ano passado será coordenada por BTG Pactual, Bradesco BBI e Itaú BBA.

BV

O BV, ex-Banco Votorantim e que é controlado pelo Grupo Votorantim e pelo Banco do Brasil solicitou no final do mês de agosto o seu pedido de IPO à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os planos iniciais da instituição financeira projetam uma operação de cerca de 5 bilhões de reais, sendo 1 bilhão de uma oferta primária e 4 bilhões por meio de ofertas secundária.

Iguá Saneamento 

No início do mês de setembro, a  Iguá Saneamento que pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a retomada do seu processo de IPO, que estava interrompido em virtude das condições adversas do mercado.

Criada em 2017, a Iguá opera em 18 cidades em cinco Estados (São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Alagoas).

Paraná Banco

O Paraná Banco também deve retomar o seu processo de IPO, agora que o mercado começa a dar os seus primeiros sinais de recuperação econômica.

Em fato relevante, o banco afirmou que a operação envolverá ofertas primária e secundária de certificados de units sob coordenação do JPMorgan, Goldman Sachs, Bradesco BBI e XP.

Homens em encontro de negócios
Homens em encontro de negócios – Foto: Freepik

Sequoia Logística

Por fim, a Sequoia, uma das maiores empresas do segmento logístico brasileiro, anunciou recentemente que registrou o seu pedido de IPO na Bolsa de Valores.

Com uma frota composta por 1781 caminhões próprios, 3.794 fiorinos e vans, e 2.600 motocicletas que atendem mais de 2.600 empresas dentre as quais os maiores e-commerces do Brasil. 

A empresa pretende captar recursos no mercado para realizar aquisições de empresas concorrentes e investir no desenvolvimentos de tecnologias ligadas ao setor de transporte.

A lista é extensa não é mesmo? Vale destacar, que além das empresas listadas nesse conteúdo, algumas outras ainda podem entrar com pedido de IPO para o próximo ano, a qualquer momento. Com o crescimento do número de empresas pretendendo entrar na Bolsa de Valores é sempre bom que o investidor esteja atento às oportunidades que podem surgir!

Mantenha-se sempre bem informado, acompanhando os conteúdos do Investidor 10!

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