Você conhece todos os custos relacionados ao investimento em ações? Antes de realizar uma operação de compra ou venda na Bolsa de Valores você realiza cálculos para entender se a operação em questão é mesmo vantajosa?

A realização de operações de compra e venda na Bolsa de Valores podem gerar alguns custos para o investidor, custos estes que muita das vezes passam desapercebido dos investidores iniciantes. No entanto, não levar em consideração os custos com a compra e venda de ações pode gerar alguns prejuízos.

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Para ajudar você que está começando a investir em ações a entender melhor a sistemática de custos deste tipo de investimentos, o Investidor 10 preparou esse artigo especial, onde detalhamos todos os custos envolvidos em transações com ações, não deixe de conferir!

Custos: Taxa de Corretagem

Custos da corretora
Homem mexendo no celular – Foto: Freepik.

A corretagem é uma taxa conhecida previamente e cobrada por algumas corretoras de valores sobre cada transação de compra e venda de ações. Este valor costuma ser fixo, mas também pode ser cobrado no formato percentual sobre as transações realizadas.

No entanto, vale destacar que com o crescimento da concorrência entre as corretoras de valores, algumas delas já começaram a abandonar a prática da cobrança de taxas de corretagem sobre o investimento em ações. Sendo assim na hora de escolher a sua corretora, é importante ficar atento ao valor cobrado a título de taxa de corretagem, visando otimizar os seus lucros, dando preferência sempre que possível a corretoras que não cobrem essa taxa.

Vale destacar ainda, que sobre a taxa de corretagem incide o ISS – Imposto Sobre Serviços que pode variar entre 2% a 5% do valor da corretagem. Sendo assim, ao pagar R$ 10,00 de taxa de corretagem mais 5% de ISS, o investidor tem um custo de R$ 10,50. Custo esse que deve ser considerado e muito bem analisado.

Para uma pequena operação de compra por exemplo, um custo de R$ 10,50 inviabilizaria muitos negócios, tendo em vista que seria preciso um elevado lucro para compensar os custos.

Custos: Taxa de Custódia

Custos de taxa
Pessoas escrevendo no papel – Foto: Freepik

Além da taxa de corretagem, as corretoras também podem cobrar dos seus clientes e investidores, uma taxa que ficou conhecida como “Taxa de Custódia”, essa taxa surgiu com o argumento de que era preciso recolher um percentual mensal sobre os investimentos de cada cliente para fazer frente aos custos da corretora.

No entanto, felizmente a concorrência entre corretoras também acabou fazendo com que muitas delas deixassem de cobrar a taxa de custódia dos seus clientes.

Sendo assim, ao escolher uma corretora que não cobre taxa de custódia ou taxas de corretagem, o investidor já elimina dois custos ao investir em ações que poderiam comprometer a sua rentabilidade.

Custos: Emolumentos

Custos emulentos
2 homens apontando para a tela – Foto: Freepik

Conhecidas as taxas de custódia e corretagem cobradas por algumas corretoras de valores, temos agora os emolumentos. Diferentemente dos custos anteriores, os emolumentos são cobrados pela B3, a empresa responsável por operacionalizar e manter a Bolsa de Valores brasileira em funcionamento.

As taxas cobradas pela B3, variam de acordo com o tipo de pessoa (física ou jurídica), o tipo de negociação e o volume da transação, dividindo-se entre custos de negociação e liquidação conforme abaixo, veja:

Taxa de negociação, taxa de liquidação e taxa de registro

Tipo de Investidor Negociação Liquidação Total
Pessoas físicas e demais investidores 0,003219% 0,0275% 0,030719%
Fundos e clubes de investimento locais 0,003219% 0,0200% 0,023219%

 

Taxas para operações do tipo Day Trade

Volume daytrade (R$ milhões)
Negociação
Liquidação
Total
Pessoa física Pessoa jurídica
Ate 4 Até 20 0,003219% 0,0200% 0,023219%
De 4 a 12,5 De 20 até 50 0,0030% 0,0200% 0,0230%
De 12,5 a 25 De 50 até 250 0,0005% 0,0195% 0,0200%
De 25 a 50 De 250 até 500 0,0005% 0,0175% 0,0180%
Mais de 50 Mais de 500 0,0005% 0,0155% 0,0160%

Custos: Imposto de Renda

Mulher calculando os custos
Mulher na mesa com computador e mão na cabeça -Foto – Freepik.

Além dos custos operacionais listados anteriormente, sobre as ações também pode incidir o famoso Imposto de Renda. Afinal, apesar das ações contarem como regra geral com isenção do imposto de renda existem algumas operações tributadas.

Sendo assim, é importante saber que nas operações de venda de ações com lucro, o investidor deverá contribuir com um percentual de 15% sobre o seu lucro líquido obtido na operação, sempre que realizar vendas em um mesmo mês que somadas ultrapassem o montante de  R$ 20 mil reais.

No entanto, a regra acima é aplicável apenas na modalidade convencional de aplicação em ações. Para os investidores mais arrojados e que gostam de realizar aplicações do tipo Day Trade, não existe qualquer faixa de isenção, devendo o investidor contribuir com uma alíquota de 20% sobre os seus lucros em todas as operações.

Por fim, vale destacar, que cabe única e exclusivamente ao investidor e não as corretoras a apuração dos lucros obtidos em cada mês, caso exista para declaração, emissão e pagamento da guia DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais.

Considerações Finais

Estamos chegando ao final desse artigo e queremos saber: Você já conhecia todos os custos incidentes sobre o investimento em ações? Nos envie o seu comentário!

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