Vinho, azeite e mais: o que pode baratear após o acordo UE-Mercosul

Entenda como a redução de tarifas pode impactar o bolso do consumidor brasileiro.

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Publicado em 09/01/2026 às 16:02h - Atualizado 11 horas atrás Publicado em 09/01/2026 às 16:02h Atualizado 11 horas atrás por Wesley Santana
Vinhos europeus serão um dos maiores beneficiados com novas regras de importação (Imagem: Shutterstock)
Vinhos europeus serão um dos maiores beneficiados com novas regras de importação (Imagem: Shutterstock)

Nesta sexta-feira (9), o Conselho Europeu aprovou o acordo comercial entre Mercosul e a União Europeia. O documento prevê uma série de mudanças nas regras das relações entre os países dos dois blocos econômicos, com o objetivo de aumentar o fluxo comercial entre eles.

Com o potencial crescimento da demanda no corredor do Oceano Atlântico, muitos produtos importados podem custar menos para os brasileiros. Isso é especialmente mais atrativo para os itens que têm pouca ou nenhuma produção em solo nacional.

O vinho francês, por exemplo, terá sua tarifa de exportação zerada com as novas regras, diferentemente dos 35% que são pagos atualmente. O mesmo vai acontecer com o azeite italiano, que vai perder a tarifa atual de 10%.

A lista ainda inclui: chocolate, laticínios (como queijos e leite em pó), fórmulas infantis, entre outros itens consumidos diariamente no país.

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Do lado dos europeus, os produtos agrícolas são os que chamam a atenção, produzidos em grande escala pelo Brasil e pela Argentina. Café, carnes e sucos cítricos são os produtos que mais saem dos portos nacionais em direção ao Velho Continente.

No entanto, essa diminuição do custo não tem vigência imediata, já que ainda faltam algumas etapas para que o acordo entre em vigor. O acordo também impõe limites mensais de importações e exportações, portanto, o que passar das cotas deve sofrer uma taxação adicional. 

Além disso, as regras aprovadas preveem uma espécie de período de transição, no qual as tarifas serão reduzidas de forma escalonada. A média dessa redução é de 8 anos, mas, em alguns casos, pode chegar a 15 anos, conforme destaca o acordo entre os blocos.