Vale (VALE3): Balanço decepciona no papel, mas não muda tese do mercado
Analistas destacam Ebitda e fluxo de caixa no 4T25; Bancos mantêm recomendação de compra.
💸 A Vale (VALE3) revelou que pode acabar pagando R$ 170 bilhões no prazo de 20 anos como reparação pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco, sua joint venture com a australiana BHP, que provocou a tragédia no município de Mariana (Minas Gerais) em 2015.
Embora nenhum acordo definitivo tenha sido assinado entre a Vale e as autoridades brasileiras envolvidas até o momento, analistas da Ativa Investimentos já se debruçaram para responder à pergunta que não quer calar: as ações da mineradora vão subir ou cair, se o acordo for aprovado?
Na última rodada de negociações (ocorrida em junho de 2024), a mineradora estava disposta a pagar R$ 140 bilhões em 20 anos, enquanto o governo brasileiro queria R$ 164 bilhões no prazo de 12 anos.
➡️ Leia mais: Vale (VALE3) prevê R$ 170 bilhões em acordo por tragédia em Mariana (MG)
Fato é que houve um ligeiro aumento do montante total a ser pago pela Vale no acordo definitivo, uma subida de R$ 164 bilhões para R$ 170 bilhões, ou pouco mais de +3,6%.
"Em suma, em que pese os valores serem ligeiramente maiores até mesmo frente àqueles que o governo protelava há meses atrás, acreditamos que o fato da companhia conseguir o prazo inicialmente desejado constitui uma excelente notícia para tese de investimento", afirma a corretora, em nota.
📊 Portanto, os analistas da Ativa esperam que VALE3 responda positivamente ao fato relevante divulgado nesta sexta-feira (18). No entanto, a recomendação da corretora para Vale é apenas neutra, com preço justo de R$ 75 por ação.
Desde a sua menor cotação no ano, ocorrida no dia 10 de setembro, no patamar de R$ 56, VALE3 acumula valorização superior a 8%, aproveitando também novos estímulos econômicos da China que provocaram a disparada de preços do minério de ferro.
Analistas destacam Ebitda e fluxo de caixa no 4T25; Bancos mantêm recomendação de compra.
Segundo a companhia, o resultado foi pressionado por despesas de Brumadinho, ajustes em contratos de streaming e efeitos fiscais.
Decisão é um reflexo do vazamento de 262 mil m³ de água com sedimentos da Mina de Fábrica.
Ministério Público e Governo Estadual protocolo com ação civil por sedimentos atingiram casas, terrenos e curso d’água.
A fusão criaria a maior mineradora do mundo, mas travou por divergências sobre o valuation.
Em ação cautelar, o MPF elevou para R$ 1,2 bilhão o pedido de bloqueio de recursos da Vale.
Ações da mineradora saltam +5% com recomendação de compra do Itaú BBA, contrariando queda da commodity.
O banco manteve a recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo das ADRs de US$ 14 para US$ 19 ao fim de 2026.
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