Vai comprar imóvel em 2026? Crédito imobiliário em alta pode finalmente ajudar

De acordo com a entidade, o mercado encerrou 2025 com R$ 324 bilhões em financiamentos imobiliários, considerando todas as modalidades.

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Publicado em 27/01/2026 às 17:19h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 27/01/2026 às 17:19h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
A poupança seguiu perdendo relevância em 2025 (Imagem: Shutterstock)
A poupança seguiu perdendo relevância em 2025 (Imagem: Shutterstock)
💲 O crédito imobiliário no Brasil deve ganhar ritmo mais forte em 2026. Após um crescimento modesto no ano passado, o volume de financiamentos imobiliários tem potencial para avançar ao menos 16% neste ano, segundo projeções da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
De acordo com a entidade, o mercado encerrou 2025 com R$ 324 bilhões em financiamentos imobiliários, considerando todas as modalidades.
O número representa uma leve aceleração em relação a 2024, quando o total ficou em R$ 316 bilhões. Somente em dezembro, o volume financiado alcançou cerca de R$ 10,3 bilhões, com alta de 6,1% na comparação anual.
O desempenho mais forte esperado para 2026 reflete mudanças importantes na composição do funding do setor, com destaque para o avanço dos recursos livres e a manutenção do papel relevante do FGTS.

FGTS segue como pilar principal

Em 2025, os financiamentos realizados com recursos do FGTS cresceram 9%, somando R$ 138 bilhões.
Para 2026, a Abecip projeta uma expansão mais moderada nessa linha, em torno de 5%, refletindo limites orçamentários e ajustes operacionais do programa.
Por outro lado, o grande destaque ficou por conta das operações com recursos livres. 
Esse segmento, que inclui instrumentos como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), avançou de forma expressiva, saltando de R$ 9 bilhões em 2024 para R$ 31 bilhões em 2025, um crescimento de 246%.
A expectativa da Abecip é de que esse movimento continue em 2026, com avanço adicional de 66% nas operações com recursos livres. 
A avaliação é de que o mercado tem buscado alternativas à poupança tradicional, ampliando o uso de instrumentos de mercado de capitais para financiar o setor imobiliário.

Poupança perde espaço no funding imobiliário

A poupança, historicamente a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário no Brasil, seguiu perdendo relevância em 2025. 
O volume de recursos direcionados ao setor caiu 13%, passando de R$ 180 bilhões para R$ 156 bilhões. Apesar da retração, o resultado foi menos negativo do que a queda de 17% inicialmente projetada pela Abecip.
Para Priscilla Ciolli, presidente da associação, a perda de espaço da poupança faz parte de uma transformação estrutural do mercado financeiro brasileiro. 
Segundo ela, em um ambiente de juros elevados, a caderneta se torna menos atrativa frente a alternativas que acompanham o CDI.
Além disso, a executiva destaca que o avanço das plataformas digitais e a maior oferta de produtos financeiros vêm mudando o comportamento dos investidores, especialmente entre os mais jovens. 
📊 A tendência, segundo a Abecip, é de continuidade dessa migração, com a poupança assumindo um papel cada vez menor no financiamento habitacional.