Trump defende autonomia dos estados em relação ao aborto e contraria conservadores
A mensagem visa abordar o controverso tema antes das eleições, ao mesmo tempo em que busca atrair eleitores centristas.

🤰 O ex-presidente dos Estados Uniods, Donald Trump, defendeu em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (8), que a questão do aborto seja decidida pelos estados, desapontando conservadores que pressionavam por uma proibição nacional. A mensagem visa abordar o controverso tema antes das eleições, ao mesmo tempo em que busca atrair eleitores centristas, após meses de declarações confusas.
"Minha posição sobre o aborto é que devemos permitir que os estados decidam, seja por meio de votação popular, legislação, ou ambos. O que eles decidirem se tornará a lei", afirmou Trump no vídeo, disponibilizado em sua rede social, a Truth Social.
A declaração de Trump provocou reações diversas. Grupos conservadores e políticos do Partido Republicano expressaram desapontamento, enquanto os democratas o acusaram de mentir.
Trump também se atribuiu o mérito pela reversão da garantia do aborto legal nos Estados Unidos pela Suprema Corte e se autodenominou "orgulhosamente responsável" por derrubar o caso Roe versus Wade, de 1973, que estabeleceu a jurisprudência sobre o assunto.
Atualmente, as leis estaduais nos EUA abrangem uma ampla gama de regras sobre o aborto, desde restrições severas até a proteção do acesso ao procedimento até as últimas semanas de gestação, dependendo do estado.
Na Flórida, onde Trump reside, a Justiça recentemente aprovou uma lei que proíbe o aborto após seis semanas de gestação, aumentando a pressão sobre ele para se posicionar.
O tema do aborto é visto com preocupação na campanha eleitoral, pois o Partido Republicano sofreu derrotas nas urnas após a decisão da Suprema Corte. Nas eleições de meio de mandato de 2022, por exemplo, a mobilização de eleitores democratas em torno do aborto contribuiu para a frustração das expectativas republicanas.
Alguns locais praticamente não têm acesso ao procedimento, exceto nas emergências médicas mais graves - cerca de 20 dos 50 Estados americanos proibiram ou ampliaram as restrições para as mulheres que buscam interromper a gravidez. Enquanto outros locais têm acesso ao aborto protegido até às últimas semanas de gravidez
Trump afirmou apoiar exceções em casos de estupro, incesto e risco para a vida da mãe, mas não especificou a partir de quantas semanas de gestação o aborto deveria ser proibido.
O recuo de Trump gerou críticas de importantes figuras republicanas, como o ex-vice-presidente Mike Pence. “O recuo do presidente Trump em relação ao direito à vida é um tapa na cara dos milhões de americanos pró-vida que votaram nele em 2016 e 2020", escreveu no X (antigo Twitter)
O senador Lindsey Graham também se posicionou, enquanto os democratas culparam Trump pelas restrições ao aborto e o acusaram de mentir. “Eu respeitosamente discordo”, disse ele. “Continuarei a defender que deve haver um padrão mínimo nacional que limite o aborto em 15 semanas”, enfatizou Grahan.

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