Tesouro Direto sente mordida da Venezuela? Taxas curtas e longas vão a opostos

Renda fixa do governo brasileiro também reflete o primeiro Boletim Focus em 2026, que já vê inflação maior.

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Publicado em 05/01/2026 às 16:16h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 16:16h Atualizado 1 dia atrás por Lucas Simões
Ataque do governo Trump bem-sucedido na Venezuela mexe com o mercado no Brasil (Imagem: Shutterstock)
Ataque do governo Trump bem-sucedido na Venezuela mexe com o mercado no Brasil (Imagem: Shutterstock)
2026 já começou com os ânimos acalorados no tabuleiro geopolítico da América Latina, inclusive trazendo repercussões para o andar da carruagem do Tesouro Direto nesta segunda-feira (5), cujas taxas curtas caíam bem e davam lucro aos investidores, enquanto as taxas longas subiam dada a maior percepção de risco.
Durante o primeiro final de semana do ano, o governo Trump empreendeu com sucesso uma incursão militar em solo venezuelano que levou à captura do ditador Nicolás Maduro, já levado em custódia aos Estados Unidos. O vácuo de poder no país vizinho ao Brasil mexe com o humor dos investidores, embora os juros futuros estejam mais sensíveis à divulgação do primeiro Boletim Focus em 2026.
"Valuations depreciados, elevados recursos petrolíferos e interesse estratégico dos EUA tendem a manter algum otimismo com os títulos de renda fixa venezuelanos no curto prazo. Aqui no Brasil, devemos seguir o bom desempenho dos mercados internacionais", comenta o analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset.
Na prática, o Tesouro Prefixado 2028 viu o seu preço unitário saltar de R$ 784,63 no último dia 2 de janeiro para os atuais R$ 788,39, ao passo que sua remuneração oferecida ao investidor caiu de 13,03% ao ano para 12,93% ao ano, respectivamente. Ou seja, um lucro de +0,5% na marcação a mercado.
Em contraste, o título público de maior prazo de vencimento na renda fixa brasileira, o Tesouro Renda+ 2065, viu seu preço unitário recuar de R$ 180,69 para R$ 179,19, no mesmo período, enquanto sua taxa oscilou de IPCA+ 7,03% ao ano para IPCA+ 7,05% ao ano.
O Boletim Focus, pesquisa elaborada pelo Banco Central com a opinião de diversos economistas e agentes do mercado financeiro, revelou que se espera um IPCA um pouco mais salgado em 2026, cuja taxa subiu de 4,05% para 4,06%, quebrando sequência de várias semanas de revisões baixistas. A meta do governo brasileiro é ter uma inflação de 3% ao ano.

Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 5 de janeiro de 2026:

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2028 = Aporte mínimo de R$ 7,85 (Rentabilidade: 12,93% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,69 (Rentabilidade: 13,56% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2035 = Aporte mínimo de R$ 8,28 (Rentabilidade: 13,61% ao ano)

Títulos pós-fixados

  • Tesouro Selic 2028 = Aporte mínimo de R$ 180,97 (Rentabilidade: Selic + 0,0482% ao ano)
  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 180,22 (Rentabilidade: Selic + 0,1010% ao ano)

Títulos indexados à Inflação

  • Tesouro IPCA+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 35,76 (Rentabilidade: IPCA + 7,74% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 16,82 (Rentabilidade: IPCA + 7,14% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,81 (Rentabilidade: IPCA + 6,97% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2035 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 42,32 (Rentabilidade: IPCA + 7,35% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,08 (Rentabilidade: IPCA + 7,14% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 40,60 (Rentabilidade: IPCA + 7,13% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 18,89 (Rentabilidade: IPCA + 7,18% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 13,66 (Rentabilidade: IPCA + 7,05% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 9,86 (Rentabilidade: IPCA + 7,00% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 7,06 (Rentabilidade: IPCA + 6,98% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 5,02 (Rentabilidade: IPCA + 7,00% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,55 (Rentabilidade: IPCA + 6,99% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,50,55 (Rentabilidade: IPCA + 7,03% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,78 (Rentabilidade: IPCA + 7,06% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2026 = Aporte mínimo de R$ 38,20 (Rentabilidade: IPCA + 7,92% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 35,59 (Rentabilidade: IPCA + 7,77% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 33,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,67% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 30,95 (Rentabilidade: IPCA + 7,61% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 28,90 (Rentabilidade: IPCA + 7,54% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 27,05 (Rentabilidade: IPCA + 7,46% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 25,35 (Rentabilidade: IPCA + 7,38% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 23,79 (Rentabilidade: IPCA + 7,31% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 22,35 (Rentabilidade: IPCA + 7,24% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 20,97 (Rentabilidade: IPCA + 7,20% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 19,63 (Rentabilidade: IPCA + 7,18% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 18,40 (Rentabilidade: IPCA + 7,16% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 17,23 (Rentabilidade: IPCA + 7,13% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 16,17 (Rentabilidade: IPCA + 7,11% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 15,18 (Rentabilidade: IPCA + 7,08% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 14,24 (Rentabilidade: IPCA + 7,04% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 13,36 (Rentabilidade: IPCA + 7,02% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,54 (Rentabilidade: IPCA + 7,00% ao ano)