Suzano (SUZB3) entra no "top 3" das ações mais negociadas da B3, veja ranking
Companhia saltou da 11ª para a 3ª posição do ranking em maio. Contudo, também sofreu uma desvalorização de 14% no período.

A Suzano (SUZB3) saltou da 11ª para a 3ª posição do ranking de ações mais negociadas da B3 neste mês de maio. O avanço ocorre em meio à possibilidade de uma oferta para a aquisição da International Papers.
💲 O volume financeiro médio diário das ações da Suzano era de R$ 342 milhões em abril, mas disparou para R$ 1,003 bilhão em maio, segundo levantamento publicado nesta terça-feira (14) pela Elos Ayta Consultoria, comandada por Einar Rivero.
Só outras duas ações tiveram um volume financeiro médio diário superior a R$ 1 bilhão: Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). Com isso, a Suzano tirou o Itaú (ITUB4) do "top 3" das ações mais negociadas na B3 em maio, pelo menos até esta terça-feira (14).
Veja as cinco ações mais negociadas na B3 em maio, até o dia 14:
- Petrobras (PETR4): R$ 1,143 bilhão;
- Vale (VALE3): R$ 1,141 bilhão;
- Suzano (SUZB3): R$ 1,003 bilhão;
- Itaú (ITUB4): R$ 868 milhões;
- B3 (B3SA3): R$ 718 milhões.
Em abril, o quinto lugar do ranking era das ações ordinárias da Petrobras (PETR3), que caíram para a 10ª posição em maio, segundo a Elos Ayta Consultoria.
Liquidez sobe, preço cai
📉 O maior volume de negociação não quer dizer que as ações da Suzano estão em alta na B3. Pelo contrário, as ações da companhia já recuaram 14% neste mês. O papel abriu o mês cotado a R$ 59, mas é negociado na casa dos R$ 50 nesta terça-feira (14).
O baque se acentuou depois do dia 7 de maio, quando veio à tona a notícia de que a Suzano teria feito uma oferta pela International Papers. Nesse dia, a ação também atingiu aumento significativo no volume de negociação. Segundo a Elos Ayta Consultoria, a ação movimentou expressivos R$ 2,91 bilhões nesta data.
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A notícia de que a Suzano teria feito uma proposta de US$ 15 bi pela International Paper foi antecipada pela "Reuters" e pelo "Valor Econômico". A operação criaria uma gigante do mercado internacional de papel, celulose e embalagem. Porém, não agradou o mercado.
Na avaliação do mercado, a operação seria cara e iria comprometer a alavancagem da Suzano. Além disso, analistas citam a falta de sinergias claras entre a Suzano e a International Papers. Enquanto a brasileira produz papeis e embalagens a partir do eucalipto, a companhia americana foca em papel ondulado, caixas de papelão e embalagens.
Em fato relevante, a Suzano não confirmou a proposta pela International Papers. Disse apenas que "está permanentemente analisando oportunidades de mercado e investimentos alinhados com a sua estratégia" e que, até 7 de maio, não havia "qualquer documento formal ou celebração de qualquer acordo, vinculante ou não, por parte da Suzano, tampouco qualquer decisão ou deliberação de seus órgãos de administração em relação à potencial operação veiculada pela mídia".

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