Shell quer injetar até R$ 3,5 bi na Raízen (RAIZ4) para evitar recuperação judicial
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
🤑A Raízen (RAIZ4) reportou um lucro líquido bilionário no primeiro trimestre da safra 2024/25 (período equivalente ao segundo trimestre do ano), conforme balanço divulgado nesta terça-feira (13). No caso, a produtora de açúcar e etanol lucrou R$ 1,1 bilhão no período, crescimento de 58% na comparação com igual período de 2023.
Tamanho resultado reflete os ganhos operacionais dos negócios da Raízen, além do reconhecimento de crédito tributário no montante de R$ 1,8 bilhão, referente à tese de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins.
No entanto, o Ebitda ajustado da companhia teve queda de 29,1% na comparação anual, ao totalizar R$ 2,31 e R$ 3,26 bilhões, respectivamente. Houve impacto do desempenho menor na divisão de açúcar da Raízen neste trimestre.
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Em termos de receita líquida, a Raízen somou o montante de R$ 57,75 bilhões no primeiro trimestre da safra 2024/25, superando em 18,3% o saldo obtido em igual período de 2023.
⛽No destaque, a empresa teve benefício do aumento de preços dos combustíveis na divisão de mobilidade, juntamente com o crescimento do volume total de etanol vendido pela Raízen.
A companhia investiu no trimestre cerca de R$ 2,2 bilhões em projetos de açúcar e energias renováveis, notadamente o negócio de etanol de segunda geração, com 16 milhões de litros produzidos.
Por sua vez, a geração primária de caixa da Raízen foi de R$ 1 bilhão neste início de nova safra, com alavancagem de 2,3 vezes a dívida líquida da empresa sobre o Ebitda ajustado.
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Produtora de açúcar e etanol corre o risco de ser desmembrada, conforme proposta da Cosan.
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
Segundo o banco, a Raízen pode reequilibrar sua estrutura de capital por meio de aumento de capital e/ou venda de ativos.
Apesar da correção, o saldo segue positivo na semana, com o principal índice da B3 avançando 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro.
A lógica da cisão seria isolar riscos, dar maior transparência às operações e facilitar a atração de capital para cada unidade.
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
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