Petrobras segura o Ibovespa, mas índice cede 0,61% na semana mais difícil do ano

A estatal ajudou a conter os danos no Ibovespa, impulsionada pelo balanço do 4T25, dividendos de R$ 8,1 bilhões e disparada do petróleo.

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Publicado em 06/03/2026 às 18:39h - Atualizado Agora Publicado em 06/03/2026 às 18:39h Atualizado Agora por Matheus Silva
O dólar à vista fechou em queda de 0,82%, a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
O dólar à vista fechou em queda de 0,82%, a R$ 5,24 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (6) com recuo de 0,61%, aos 179.364 pontos, pressionado pelas incertezas externas. No acumulado dos últimos cinco pregões, o índice acumulou queda de 5%.
As perdas foram limitadas pela disparada do petróleo e pelos balanços corporativos, com destaque para a Petrobras (PETR4)
O dólar à vista fechou em queda de 0,82%, a R$ 5,24, mas acumulou valorização de 2,14% frente ao real na semana.

Petrobras lidera altas e bate recorde histórico de valor de mercado

As ações da Petrobras concentraram as atenções do pregão. Os papéis PETR4 fecharam com alta de 3,49%, ficando na ponta positiva do Ibovespa, impulsionados pelo balanço do 4T25, pelo anúncio de R$ 8,1 bilhões em dividendos e pela disparada do petróleo. 
A ação preferencial da petroleira figurou como a ação mais negociada na B3, com 108,7 mil negócios e giro financeiro de R$ 3,5 bilhões.
Com o movimento, a estatal superou R$ 580,1 bilhões em valor de mercado pela primeira vez na história, superando o recorde anterior de R$ 571,4 bilhões registrado em fevereiro de 2024.
Entre outubro e dezembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior.
Durante a teleconferência de resultados, a diretoria acenou para a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.
Na ponta negativa, a Vamos (VAMO3) liderou as quedas com recuo de 7,8%, após o anúncio de aumento de capital bilionário pela controladora Simpar (SIMH3), que também deve abranger as subsidiárias Vamos e Movida (MOVI3), com potencial de diluição dos atuais acionistas.

Produção industrial surpreende, mas atenções ficaram no exterior

No cenário doméstico, a produção industrial brasileira avançou 1,8% em janeiro na comparação mensal e 0,2% na base anual, superando as expectativas de economistas consultados pelo mercado, que projetavam alta de 0,7% no mês e queda de 0,7% no ano.
Os investidores também operaram na expectativa pela pesquisa de intenção de voto do Datafolha.

Payroll negativo antecipa corte de juros nos EUA; Trump exige rendição do Irã.

📈  O principal evento do dia no exterior foi o payroll, relatório oficial de empregos dos EUA. O documento apontou o corte de 92 mil vagas em fevereiro, resultado muito abaixo da expectativa de criação de 55 mil postos.
A taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4% no mês, com os dados de janeiro e dezembro também revisados para baixo.
Em reação, o mercado passou a precificar a retomada de cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve), o banco central americano, a partir de julho, com redução inicial de 0,25 ponto percentual. Antes do dado, a aposta majoritária era de que o afrouxamento monetário só voltaria em setembro.
Do lado geopolítico, o presidente Donald Trump exigiu a "rendição incondicional" do Irã, intensificando as tensões no Oriente Médio após os ataques coordenados com Israel desde o último sábado (28).
Os índices de Wall Street fecharam em queda:
  • Dow Jones recuou 0,83%, aos 48.501,27 pontos;
  • S&P 500 cedeu 0,94%, aos 6.816,63 pontos; e
  • Nasdaq caiu 1,02%, aos 22.516,69 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 encerrou com queda de 1,02%, aos 509,69 pontos, no menor nível em dois meses. 
Na Ásia, os mercados se recuperaram:
  • Nikkei subiu 0,62%, aos 55.620,84 pontos, e
  • Hang Seng avançou 1,72%, aos 25.757,29 pontos.

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