Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
🚨 Os preços dos combustíveis no Brasil seguem sem alterações, mesmo em meio a oscilações no mercado internacional.
Analistas de diferentes instituições financeiras indicam que a Petrobras (PETR4) deve adotar uma postura cautelosa, evitando reajustes imediatos, especialmente devido à estratégia da estatal de minimizar os impactos da volatilidade externa sobre os consumidores domésticos.
Atualmente, os preços da gasolina e do diesel vendidos pela Petrobras estão abaixo da paridade internacional, segundo análises do Itaú BBA e da Genial Investimentos.
De acordo com o Itaú BBA, os valores praticados estão 4% abaixo da Export Parity Price (EPP) no caso da gasolina, e 6% no diesel.
Esse desvio está presente há cerca de três semanas, o que poderia justificar a decisão da empresa de aguardar antes de realizar qualquer ajuste.
Por outro lado, a Genial Investimentos aponta que os preços da Petrobras apresentam um deságio ainda mais significativo quando comparados à Paridade de Preços de Importação (PPI).
Os cálculos indicam que, atualmente, a gasolina está 4% mais barata (R$ 0,13 por litro) e o diesel apresenta um deságio ainda maior, de 18,8% (R$ 0,69 por litro).
Essa discrepância tem pressionado o segmento de Refino, Transporte e Comercialização (RTC) da Petrobras, que tradicionalmente representa entre 10% e 14% do Ebitda da empresa.
Apesar disso, o desempenho robusto do segmento de Exploração e Produção (E&P), impulsionado pelos baixos custos operacionais e altos preços do petróleo Brent, deve compensar parte dos impactos financeiros negativos.
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A Petrobras, sob nova gestão, tem adotado uma política de preços voltada a reduzir a volatilidade repassada ao consumidor final.
Essa abordagem busca estabilidade e previsibilidade no mercado interno, mesmo que isso implique operar com margens mais apertadas em determinados períodos.
Os analistas do Itaú BBA sugerem que a estatal deve aguardar um cenário mais claro sobre a direção dos preços globais antes de implementar qualquer reajuste.
Essa postura prudente, no entanto, pode ter desdobramentos sobre a percepção do mercado em relação à empresa.
Segundo a Genial Investimentos, a persistência de preços desalinhados prejudica a avaliação da Petrobras, limitando seu potencial de valorização em bolsa.
📊 A queda recente nos preços globais do petróleo reflete as expectativas de aumento na produção dos Estados Unidos, que já sinalizaram um incremento na oferta de óleo e gás.
Esse movimento gerou reflexos nas principais referências internacionais, pressionando para baixo os preços da gasolina e do diesel.
Com isso, o ambiente internacional segue desafiador para a Petrobras, que precisa equilibrar sua estratégia de preços com a sustentabilidade financeira de suas operações.
Embora a empresa tenha condições favoráveis no segmento de E&P, a pressão sobre o RTC pode afetar sua rentabilidade em médio prazo.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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