Petrobras (PETR4): Produção sobe, mas dividendos podem cair no 4T25
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
A Petrobras (PETR4) reportou um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre do ano (2T25), revertendo o prejuízo líquido de R$ 2,51 bilhões visto em igual período de 2024, conforme relatório de resultados publicado nesta quinta-feira (7).
Todavia, quanto a lucratividade é confrontada com os números do primeiro trimestre de 2025, houve uma redução de −24%, diante da menor contribuição dos ganhos com a valorização cambial ao final do período.
O ebitda ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da estatal foi de R$ 52,2 bilhões no 2T25, superior em +5,1% ao saldo de R$ 49,7 bilhões obtido há um ano. Já a receita de venda totalizou R$ 119,1 bilhões no trimestre, ligeira queda de −2,6% na base anual.
“Tivemos uma excelente performance operacional no segundo trimestre, impulsionada pela implementação de novos sistemas de produção e por uma melhoria na eficiência dos campos em operação. O lucro líquido, desconsiderando os eventos exclusivos do período, manteve-se no patamar do trimestre anterior, quando operamos com um Brent 10% maior”, afirma o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, no relatório de resultados.
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No 2T25, os investimentos feitos pela companhia somaram US$ 4,4 bilhões, avanço de +9% na comparação com os três primeiros meses de 2025. Só no segmento de Exploração e Produção, a petroleira aportou US$ 3,7 bilhões, com foco na produção do petróleo em águas profundas (pré-sal) na Bacia de Santos, além do início produtivo (ram-up) do navio-plataforma Almirante Tamandaré.
Em abril, a Petrobras adquiriu dez blocos de exploração de petróleo na Bacia da Foz do Rio Amazonas e três blocos na Bacia de Pelotas, com o pagamento do bônus de assinatura previsto para outubro.
Ao final de junho de 2025, o caixa da estatal era de R$ 38,2 bilhões e as disponibilidades ajustadas somavam R$ 51,8 bilhões. Dessa maneira, o fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 19,2 bilhões.
Todavia, a dívida líquida da empresa atingiu US$ 58,6 bilhões ao final do 2T25, incremento de +4,5% na comparação com o encerramento do primeiro trimestre do ano, ao mesmo tempo que o prazo médio da dívida variou de 12,19 anos para 11,92 anos.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em PETR4 há 10 anos, hoje você teria R$ 11.408,70, já considerando o reinvestimento dos dividendos e JCP. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 2.812,20 nas mesmas condições.
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
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