Cogna (COGN3) compra mais 47% da Educbank e eleva participação para 90%
A Educbank é uma plataforma que oferece soluções financeiras para a gestão de cobranças, mensalidades e matrículas escolares.
A empresa Gera Capital, com o empresário Jorge Paulo Lemann como investidor, realizou a venda de um de seus fundos dentro do Grupo Salta Educação (antiga Eleva) para acomodar a entrada das gestoras Atmos e Mission, além de aumentar a participação da Warburg Pincus na rede de ensino.
A transação foi avaliada em cerca de R$ 1 bilhão, conforme informações obtidas pelo Valor Econômico com um dos principais acionistas do grupo.
O Grupo Salta Educação opera na área do ensino básico, e conta com aproximadamente 130 mil alunos, incluindo bandeiras importantes, como a Pensi e Elite, totalizando 22 marcas.
Veja também: Grupo Salta, ex-Eleva Educação, deve retomar IPO neste ano, diz jornal
Com essa operação, a Gera Capital deixa de ser o controlador, reduzindo sua participação de 55% para 23%. A Warburg Pincus aumenta sua participação de 25% para 28%, conforme fontes familiarizadas com o assunto. Já as gestoras Atmos e Mission terão, respectivamente, 19% e 11% de participação no grupo educacional.
As negociações estavam em andamento desde o ano passado, mas foram afetadas pelos escândalos envolvendo a fraude das Americanas, o que gerou ruído e atrasou o acordo, segundo uma fonte. A Gera Capital possuía três fundos no grupo e se desfez de um deles, com investimento de uma década.
O valor da empresa, incluindo a dívida, é estimado em cerca de R$ 3,2 bilhões.
Para o ano corrente, espera-se que a receita bruta do Grupo Salta alcance R$ 2,4 bilhões, representando um crescimento de 22% em relação a 2023. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve aumentar em 25%, atingindo R$ 640 milhões.
Essa melhora nos resultados é principalmente atribuída à aquisição dos 42 colégios da Cogna (COGN3) no final de 2021 e à rápida integração dessas escolas. A margem Ebitda das escolas adquiridas aumentou de 5% para 24% em apenas dois anos. Com a entrada de novos investidores, a expectativa é manter o foco na consolidação. Nos últimos anos, a rede de ensino expandiu-se por meio de aquisições.
De acordo com uma fonte, os planos futuros incluem expandir os negócios antes de realizar uma oferta pública de ações (IPO), sem um prazo definido. O grupo educacional já havia tentado abrir seu capital anteriormente, mas não prosseguiu com o processo.
O setor de ensino básico é fragmentado, o que torna empresas atuais, como Bahema, SEB, Inspira e Positivo, potenciais alvos de consolidação.
Até o momento, nenhum representante da empresa foi encontrado para comentar sobre o assunto.
*Com informações do Valor Econômico
A Educbank é uma plataforma que oferece soluções financeiras para a gestão de cobranças, mensalidades e matrículas escolares.
O pagamento será realizado em parcela única no dia 29 de maio de 2026, sem correção ou juros.
O leilão foi realizado em nove de março de 2026 na B3 e envolveu a venda de 20,8 mil ações ordinárias.
Segundo o balanço, empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 2,8 bilhões, redução de R$ 44,9 milhões na comparação anual.
Os analistas rebaixaram o papel para neutro após forte rali e veem espaço limitado para novas altas no curto e médio prazo.
Para o BTG, a combinação entre geração de caixa recorrente e disciplina financeira reforça o potencial da Cogna.
A decisão considerou, entre outros fatores, a base acionária remanescente reduzida.
A Cogna liderou o Ibovespa com alta de 240% em 2025, o melhor ano da bolsa desde 2016. Já a Raízen teve a maior queda.
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