O que mexe com a bolsa de valores na primeira semana de 2026?

Investidores acompanharão respingos da crise da Venezuela sobre o petróleo, além do payroll nos EUA.

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Publicado em 04/01/2026 às 16:18h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 04/01/2026 às 16:18h Atualizado 10 horas atrás por Lucas Simões
No Brasil, o destaque econômico é a divulgação do IPCA acumulado em 2025 (Imagem: Shutterstock)
No Brasil, o destaque econômico é a divulgação do IPCA acumulado em 2025 (Imagem: Shutterstock)
A primeira semana cheia em 2026, inevitavelmente, terá as bolsas de valores pelo mundo pautadas pelas repercussões da crise política na Venezuela, sobretudo, com ênfase em um possível choque inicial nos preços do petróleo no mercado internacional no curtíssimo prazo.
Entre os possíveis impactos mais imediatos aos investimentos no Brasil e demais nações da América Latina, espera-se uma escalada do risco-país e fortalecimento do dólar americano ante as moedas das economias emergentes, devido ao vácuo de poder gerado pela captura do ditador Nicolás Maduro pelo governo Trump.
Certamente, aqui no Brasil, investidores estarão atentos à cotação da Petrobras (PETR4), além das demais petroleiras listadas na B3, que são os investimentos mais relacionados às especulações em torno da commodity.
Para além de conjecturar o humor do Ibovespa a partir desta segunda-feira (5), o que há de concreto nesta nova semana são as divulgações de dados econômicos relevantes, sendo o principal deles o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em dezembro passado, o qual dará a fotografia completa de como ficou a inflação acumulada no Brasil em 2025.
Contudo, o dado econômico mais esperado no período é o payroll (a folha de pagamentos dos cidadãos urbanos nos EUA), indicador que revela como está o mercado de trabalho na maior economia do planeta.
A partir daí, os investidores globais recalibrarão suas apostas para o ritmo do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo de 2026, uma vez que o mandato do banco central americano é duplo: manter o pleno emprego e conter a inflação na faixa de 2% ao ano.

Agenda Econômica na 1ª semana cheia de 2026

5 de janeiro de 2026 (segunda-feira)

  • 8h30 (horário de Brasília) = Boletim Focus (Brasil)
  • 12h (horário de Brasília) = PMI Industrial (Estados Unidos)
  • 15h (horário de Brasília) = Balança Comercial (Brasil)

6 de janeiro de 2026 (terça-feira)

  • 5h (horário de Brasília) = IPC-Fipe (Brasil)
  • 6h (horário de Brasília) = PMI Composto e de Serviços (Zona do Euro)
  • 6h30 (horário de Brasília) = PMI Composto e de Serviços (Reino Unido)
  • 11h45 (horário de Brasília) = PMI Composto e de Serviços (Estados Unidos)

7 de janeiro de 2026 (quarta-feira)

  • 5h30 (horário de Brasília) = PMI da Construção (Zona do Euro)
  • 6h30 (horário de Brasília) = PMI da Construção (Reino Unido)
  • 7h (horário de Brasília) = Dados de Inflação ao Consumidor (Zona do Euro)
  • 10h15 (horário de Brasília) = Relatório de Emprego ADP (Estados Unidos)

8 de janeiro de 2026 (quinta-feira)

  • 7h (horário de Brasília) = Taxa de Desemprego (Zona do Euro)
  • 8h (horário de Brasília) = IGP-DI (Brasil)
  • 9h (horário de Brasília) = Produção Industrial (Brasil)
  • 10h30 (horário de Brasília) = Pedidos Semanais de Seguro-Desemprego / Balança Comercial (Estados Unidos)
  • 22h30 (horário de Brasília) = Dados de Inflação ao Consumidor e Produtor (China)

9 de janeiro de 2026 (sexta-feira)

  • 7h (horário de Brasília) = Vendas no Varejo (Zona do Euro)
  • 9h (horário de Brasília) = IPCA (Brasil)
  • 10h30 (horário de Brasília) = Payroll (Estados Unidos)

PETR4

Petrobrás
Cotação

R$ 30,74

Variação (12M)

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DY

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