Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
📉 A Cosan (CSAN3), holding com negócios no agronegócio, logística e mineração, viu o seu lucro encolher 57% no terceiro trimestre do ano (3T24) na comparação anual, somando saldo de R$ 293 milhões, conforme resultados divulgados nesta quarta-feira (13).
O balanço sugere que as contribuições das empresas controladas ao conglomerado foram menores no trimestre via equivalência patrimonial(sobretudo Compass e Mooove), apenas positivamente impactada pela contabilização dos dividendos recebidos da Vale (VALE3), já que a Cosan é acionista relevante da mineradora.
No 3T24, as despesas gerais e administrativas da Cosan somaram R$ 114 milhões, redução de R$ 22 milhões em relação ao ano anterior, explicado por eventos relacionados ao plano de incentivo de longo prazo.
A holding encerrou o trimestre com dívida bruta de R$ 24,4 bilhões, uma redução de R$ 1,4 bilhão ante o período entre os meses de abril e junho de 2024.
Por sua vez, a alavancagem da Cosan encerrou em 2,9 vezes no 3T24, ante 2,7 vezes no trimestre anterior, reflexo do maior consumo de caixa na Raízen (RAIZ4), sua joint-venture com a Shell, devido à sazonalidade típica de início de safra da cana-de-açúcar, e na Compass, pelo pagamento de dividendos e aquisição da Compagas.
Os dividendos recebidos pela Cosan de suas participações nas empresas Vale e Radar totalizaram R$ 343 milhões no 3T24. Já a posição de caixa da holding ficou em R$ 2,4 bilhões.
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O conselho de administração da Cosan também aprovou nesta data um novo programa de recompra de ações, que podem ser mantidas em tesouraria, canceladas ou alienadas pela holding.
No caso, a companhia poderá recomprar suas próprias ações a preço de mercado na bolsa brasileira no limite de até 115 milhões de papéis representativos de aproximadamente 6,16% da quantidade total de ações ou até 9,99% das ações em circulação na B3.
Cabe à administração da Cosan decidir o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas, seja em uma única operação ou em uma série de operações, pelo prazo de até 18 meses, com término em 13 de maio de 2026.
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.
Com a dissolução, os acionistas da Cosan terão participação direta nas investidas, como Rumo e Compass Gás e Energia.
A holding diversificada tem participações nas empresas Compass, Moove, Raízen e Rumo.
Em call com analistas, CEO da Cosan também defendeu a separação dos negócios da Raízen.
Na outra ponta, o Ebitda totalizou R$ 7,8 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Cosan solta dados em meio a negociações sobre capitalização da Raízen e IPO da Compass.
A Cosan apresentou o pedido de IPO da Compass no Brasil nessa quinta-feira (5).
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