Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz e prevê petróleo a US$ 200; EUA negam bloqueio

Um general iraniano ameaçou incendiar navios no Estreito de Ormuz enquanto Trump anunciou uma nova escalada militar contra o Irã.

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Publicado em 02/03/2026 às 20:19h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 02/03/2026 às 20:19h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
O militar afirmou que os "os preços do petróleo chegarão a US$ 200 nos próximos dias" (Imagem: Shutterstock)
O militar afirmou que os "os preços do petróleo chegarão a US$ 200 nos próximos dias" (Imagem: Shutterstock)
🚨 Um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz e a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio nesta segunda-feira (2), aprofundando a crise geopolítica desencadeada após a operação militar dos EUA e Israel contra o território iraniano no último sábado (28).
"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", declarou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari, segundo a agência de notícias Iran International, com sede em Londres.
O militar acrescentou que "também atacaremos oleodutos e não permitiremos que uma única gota de petróleo saia da região", prevendo que "os preços do petróleo chegarão a US$ 200 nos próximos dias".
Ainda nesta segunda (2), o Comando Central dos EUA (CENTCOM) contradisse as declarações iranianas e afirmou que o Estreito de Ormuz não está fechado, segundo a Fox News.

Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico

O Estreito de Ormuz está localizado entre a Península Arábica e o Irã e é uma das rotas marítimas mais decisivas para o comércio global. 
A via conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, respondendo por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.

Conflito se alastra para outros países da região

O confronto ganhou novos contornos ao longo do dia. Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques, enquanto o Irã lançou bombardeios com drones contra alvos no Kuwait, no Catar e na Arábia Saudita. O chefe de Segurança iraniano, Ali Larijani, declarou que o país não negociará com os EUA.
No Pentágono, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, anunciaram a ampliação do número de caças em atuação na Operação Fúria Épica. 
Segundo Hegseth, os objetivos militares consistem em destruir a capacidade iraniana de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio, além de eliminar definitivamente o programa nuclear persa.

Trump sinaliza aumento da escalada

Em cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito, o presidente Donald Trump classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo" e afirmou: "Esse era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de mísseis do Irã."
Em conversa com o apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump sinalizou que o pior ainda está por vir. "Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve", afirmou. 
"Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as", acrescentou.
O presidente estimou que a guerra deve durar entre quatro e cinco semanas, mas afirmou que as tropas americanas têm capacidade para combater por mais tempo. 
Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, objetivo que teria sido alcançado "em apenas uma hora".
Trump disse ainda que os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país e alertou a população local: "Não é seguro lá fora." 
⚠️ Em entrevista ao New York Post, o presidente afirmou não ter medo de enviar soldados ao Irã.