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Em teleconferência de resultados, o CEO da XP (XPBR31) comentou sobre o caso do Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Thiago Mafra avaliou que as aplicações feitas em títulos da instituição financeira foram benéficas para os clientes.
“Nossos clientes, 99,9% deles, estavam sob a cobertura do FGC”, afirmou Mafra, quando questionado por um analista. “Eles não perderam dinheiro, pelo contrário, fizeram investimentos com bom retorno”.
A fala de Mafra vem do fato de que os CDBs do Master entregavam retornos acima da média do mercado antes da liquidação extrajudicial. No entanto, desconsidera que, entre o período em que foram liquidados e o ressarcimento oficial, a espera pelo depósito comeu grande parte da remuneração.
A XP Investimentos foi uma das corretoras que mais venderam títulos do Banco Master. Essa situação abriu discussões sobre a atuação da companhia na oferta de produtos financeiros.
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No entanto, os investidores parecem não se preocupar muito com isso. Conforme relatório da própria corretora, 80% dos recursos que foram ressarcidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) foram mantidos em contas vinculadas à XP.
A informação foi tornada pública pelo diretor financeiro da instituição, Victor Mansur, que destacou que “os clientes seguem confiando na XP, nos seus assessores e na plataforma”.
Havia um temor dos bancos de investimentos de que os clientes resolvessem transferir os recursos recebidos do FGC para concorrentes, o que poderia diminuir o montante sob custódia. No caso da XP, porém, a manutenção ficou bem acima da média histórica, que é de 65%.
“Já é um processo em que o assessor está acostumado a lidar com o cliente e, nesse caso, como mais do que a média está ficando dentro de casa, o trabalho feito ali junto aos clientes está sendo muito efetivo”, continuou.
No último balanço financeiro, a XP informou que tem hoje cerca de R$ 1,5 trilhão de ativos sob sua responsabilidade. O saldo representa um acréscimo de 16% na comparação anual.
Apesar deste crescimento, a instituição viu a avaliação junto aos clientes cair no mesmo período. O NPS (Net Promoter Score) terminou o ano em 65, enquanto o resultado tinha sido de 74 no fim de 2024.
“Isso impactou um grupo específico de clientes que puxou o ‘blend’ do NPS para baixo, mas quando você vai para o NPS do cliente assessorado, a performance continua saudável e boa”, complementou o executivo.
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